Maduro acusa EUA de ameaçarem soberania da Venezuela com acções militares

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou, esta sexta-feira, os Estados Unidos de pretenderem promover uma “mudança de regime” no país, através de ações que classificou como “terroristas e militares”, em alusão ao envio de navios de guerra norte-americanos para águas próximas da costa venezuelana.

“O que ameaçam tentar fazer contra a Venezuela, uma mudança de regime, um golpe terrorista e militar, é imoral, criminoso e ilegal”, declarou o estadista, durante um discurso no Parlamento, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.

O governante considerou a iniciativa norte-americana uma violação do direito internacional, que “proíbe a ameaça e o uso da força contra Estados soberanos”, tendo agradecido a diversos governos pela solidariedade manifestada à Venezuela.

Maduro anunciou ainda para este fim de semana uma jornada de alistamento das forças milicianas, em resposta ao patrulhamento naval anunciado por Washington no mar das Caraíbas.

No início da semana, o Chefe de Estado venezuelano determinou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional, um dia após os Estados Unidos duplicarem para 50 milhões de dólares (cerca de 43 milhões de euros) a recompensa por informações que conduzam à sua captura.

Por seu turno, a Casa Branca informou que está preparada para “usar todo o seu poder” no combate ao alegado fluxo de drogas para os Estados Unidos, incluindo operações navais nas águas próximas da Venezuela.

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