O sindicalista alertou ainda para os riscos psicológicos da ansiedade, referindo que a mesma pode tornar-se patológica, provocar frustrações e problemas de saúde mental, aconselhando os trabalhadores a viverem um dia de cada vez.
O Presidente da República, João Lourenço, já remeteu a questão ao ministro das Telecomunicações e Comunicação Social, Mário Oliveira, mas este ainda não se pronunciou.
O jornalista e analista político José Gama afirma que os órgãos estatais funcionam mais como instrumentos de propaganda do Executivo e do MPLA do que como veículos de informação. “Uma greve na TPA e na RNA podia deixar o país em silêncio, mas o Governo tentaria impedir isso”, perspetiva. “Os jornalistas dependem destes órgãos para receber salários e o Governo poderia ameaçá-los com sanções após a greve”, alerta.
Para Ilídio Manuel, também jornalista e analista político, os profissionais estão divididos. Muitos temem represálias, enquanto o Executivo tenta evitar que a exigência de aumento salarial revele fragilidades do regime. Segundo ele, os salários baixos funcionam como mecanismo de alinhamento ideológico dos jornalistas com o poder. “Na verdade, não fazem informação, mas propaganda. Estão de mão estendida à caridade do poder político”, refere. “Esta postura não é inocente. Os jornalistas estão divididos: uns querem greve, outros não”, conclui.
