O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique aprovou oficialmente o registo do partido político liderado por Venâncio Mondlane, agora denominado Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA).
A confirmação foi feita esta sexta-feira, 15 de Agosto, pelo próprio Venâncio Mondlane, antigo candidato às eleições presidenciais realizadas a 9 de Outubro do ano passado.
De acordo com o político, a legalização surge após a submissão, a 6 de Junho, de um recurso ao Ministério da Justiça, na sequência de uma solicitação da entidade que recomendava a alteração da sigla inicialmente proposta – de “Anamalala” para “Anamola”.
“Recebemos ontem, repentinamente, o despacho da aprovação do nosso partido, que é o ANAMOLA. Trocámos o nome de Anamalala para Anamola, mas Anamalala continua a ser o nosso slogan”, explicou Mondlane.
Defesa da reforma do Estado permanece como prioridade
O líder político garantiu que o partido manterá os seus princípios fundadores, com particular destaque para a reforma do Estado, considerada uma das condições essenciais para o desenvolvimento de Moçambique.
“Nós continuamos a defender que não é possível o nosso país desenvolver-se sem que primeiro tenhamos um Estado que funcione como um Estado de verdade. Por isso fomos os primeiros a defender a reforma do Estado”, sublinhou.
Nova fase na política moçambicana
Venâncio Mondlane afirmou que a aprovação do ANAMOLA marca o início de uma nova etapa no panorama político nacional, prometendo uma actuação firme e orientada para os interesses do povo moçambicano.
“Abre-se uma nova era na política moçambicana”, declarou, apelando ao engajamento dos cidadãos no novo projecto político.
Com o registo oficial do ANAMOLA, aumenta o número de formações partidárias legalmente reconhecidas no país, num contexto político marcado pela reconfiguração de forças e pela preparação dos próximos desafios eleitorais.
