Laborinho processa “Man Genas” por calúnia e difamação e exige 8 anos de prisão e 10 milhões Kz de indemnização

O ex-ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, arrastou para o tribunal o cidadão Gerson Emanuel Quintas, mais conhecido como “Man Genas”, e a sua esposa, acusando-os de calúnia e difamação por alegadamente o terem associado a uma rede de narcotráfico em Angola.

De acordo com o Novo Jornal, o antigo governante exige uma condenação exemplar: oito anos de prisão efectiva para o casal e uma indemnização no valor total de 10 milhões de kwanzas.

Durante a audiência, Laborinho, assistido por uma equipa de advogados, negou qualquer ligação com o arguido e descreveu “Man Genas” como “um criminoso pertencente a uma organização dedicada a assaltos e roubo de viaturas em Luanda”. Acrescentou ainda que o acusado teria articulado com elementos dos órgãos de defesa e segurança, incluindo pessoas ligadas ao Ministério do Interior (MININT), com o objectivo de manchar o seu nome.

O ex-ministro repudiou as declarações do arguido segundo as quais teria liderado ou participado numa rede de tráfico de drogas, afirmando tratar-se de acusações falsas e difamatórias.

Versão do arguido

Na sua defesa, “Man Genas” garantiu nunca ter estado com Laborinho, justificando que apenas mencionou o seu nome nas denúncias sobre tráfico de droga devido às declarações públicas do então ministro, que afirmara não existir envolvimento da Polícia Nacional (PN) nesse tipo de crime.

Segundo “Man Genas”, tais palavras “doeram profundamente”, pois teria recebido informações de traficantes que apontavam Laborinho como “pai grande” do esquema e que, comparado a ele, o comissário de investigação criminal com quem trabalhava “não era nada”.

O arguido declarou ainda possuir provas do alegado envolvimento de altas patentes da Polícia Nacional no narcotráfico.

Outros processos e segurança reforçada

Para além deste caso, “Man Genas” responde a mais dois processos-crime que poderão ser apreciados noutra ocasião. O julgamento decorre sob forte aparato de segurança, com efectivos da força especial do serviço penitenciário e da Polícia Nacional destacados para o local.

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