O sector dos jogos registou no primeiro semestre de 2025 o melhor desempenho de sempre, com receitas fiscais de 13,23 mil milhões Kz, um crescimento de 64,2% face ao mesmo período de 2024. O montante, equivalente a 14,5 milhões USD ao câmbio do Banco Nacional de Angola de 6 de Agosto, já representa 74,6% do total arrecadado em todo o ano passado e coloca o segmento na rota para superar a meta inscrita no Orçamento Geral do Estado (OGE) para este exercício.
Dados do Instituto de Supervisão de Jogos (ISJ), citados pelo Jornal Expansão, indicam que 73,2% da receita total provém do Imposto Especial de Jogo (IEJ) e 24% de impostos sobre prémios, enquanto sorteios e capital em giro nos casinos representaram apenas 2%.
As apostas desportivas presenciais (“fichas”) reduziram o seu peso para 38% do total, enquanto os casinos, integrados na modalidade de jogos de fortuna ou azar, subiram para 18,4%.
O desempenho do sector, que representa apenas 0,06% da receita corrente do OGE, contrasta com o elevado desemprego no país, estimado em 32%, sobretudo entre os jovens, que figuram como principais consumidores desta actividade. O aumento do tempo livre e a proliferação de plataformas digitais têm alimentado a expansão.
Além da receita fiscal, o Estado arrecadou 187 milhões Kz em receitas parafiscais, resultantes de taxas de supervisão, multas, coimas e autorizações de sorteios e concursos. No segundo trimestre, o sector era composto por 24 operadores: 10 em jogos de fortuna ou azar, 11 em jogos remotos e três em jogos sociais presenciais.
