Segundo o causídico, a defesa entende que a detenção do activista é arbitrária e não obedece aos pressupostos legais, tendo considerado excessiva a medida de coação aplicada pelo juiz de garantia, por não se verificar risco de fuga nem obstrução de prova.
Por seu turno, familiares do detido expressaram preocupação com o seu estado de saúde. A irmã do activista, Elsa Kaholoa, afirmou que este recusa consumir alimentos preparados no estabelecimento prisional, por receio de possível envenenamento, e exige que as refeições lhe sejam entregues exclusivamente pela família.
A mãe do activista, Isabel Correia, considera que o filho se encontra detido por razões políticas e defende que deveria responder em liberdade, por entender que não representa perigo para a ordem pública.
Osvaldo Kaholo é conhecido no país por ter integrado, em 2015, o grupo de jovens activistas conhecidos por “15+2”, detidos na sequência de manifestações contra o Governo então liderado por José Eduardo dos Santos.
Contactados pela DW, os Serviços Prisionais ainda não se pronunciaram sobre o assunto.
