Paralisação dos taxistas deixa 22 mortos e mais de 1.200 detidos em Luanda, segundo balanço do Governo

O Governo angolano anunciou, esta terça-feira, um balanço provisório de 22 mortos, 197 feridos e 1.214 detenções na sequência dos tumultos registados em Luanda, durante os dois dias de paralisação dos taxistas.

Os dados foram apresentados pelo ministro do Interior, Manuel Homem, no final da reunião do Conselho de Ministros, tendo sido sublinhada a gravidade dos acontecimentos ocorridos na capital angolana e em algumas localidades do interior, como Huambo e Icolo e Bengo.

De acordo com o porta-voz da Polícia Nacional, subcomissário Mateus Rodrigues, as detenções estão relacionadas com actos de vandalismo, pilhagens e confrontos com as forças da ordem. O número poderá aumentar à medida que decorrem as diligências investigativas.

“As nossas acções de investigação continuam, e a mensagem que queremos deixar para a sociedade é de tranquilidade e paz”, disse o oficial, destacando que os acontecimentos “não podem, de forma alguma, ser tratados como manifestações”.

A Polícia anunciou igualmente o reforço da segurança nos principais estabelecimentos comerciais das zonas afectadas, como medida preventiva para evitar novos episódios de pilhagem e destruição de bens públicos e privados.

O Executivo insiste na qualificação dos actos como criminosos e não como expressão de insatisfação social, o que tem gerado divergências no espaço público, nomeadamente entre observadores da sociedade civil, que alertam para o risco de uma resposta repressiva desproporcional.

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