O Secretariado Provincial da UNITA em Luanda manifestou, esta segunda-feira, total solidariedade com os taxistas que estão em greve devido à recente subida do preço do gasóleo, considerando a medida como “socialmente injusta” e “economicamente insustentável”.
Num comunicado de imprensa tornado público no dia 28 de Julho, a estrutura provincial do principal partido da oposição considera que a decisão do Executivo agrava o já difícil custo de vida e penaliza sobretudo os sectores mais vulneráveis da sociedade.
“A subida do preço do gasóleo sem uma política pública de mitigação para os sectores mais vulneráveis é socialmente injusta e economicamente insustentável”, pode ler-se no documento, que também elogia o papel dos taxistas na economia informal e na mobilidade urbana de Luanda.
A UNITA em Luanda condena ainda aquilo que considera “práticas de repressão, perseguição e intimidação” contra líderes das associações de taxistas, sublinhando que tais acções violam os direitos e liberdades fundamentais consagrados na Constituição.
“A democracia exige governação participativa e respeito pela livre expressão das preocupações populares”, defende o partido, apelando ao Governo para que substitua a repressão pelo diálogo construtivo com os representantes do sector dos transportes e outros actores sociais.
O comunicado também dirige um apelo à sociedade civil e aos próprios manifestantes para que mantenham a natureza pacífica dos protestos, evitando actos de vandalismo.
“A força da nossa causa está na razão, na união e na capacidade de resistirmos com responsabilidade”, sublinha a nota, acrescentando que “a crise económica e social que as famílias angolanas enfrentam exige respostas políticas responsáveis, sensíveis e inclusivas”.
