A BayQi, plataforma digital angolana especializada em pagamentos online, iniciou esta semana um ciclo de formações sobre literacia financeira digital no sector público, com o lançamento oficial do programa “Inclusão é para Todos”. A primeira acção foi realizada no Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), em Luanda.
A iniciativa visa reforçar a inclusão financeira institucional e sucede a um conjunto de formações previamente realizadas junto de estudantes, taxistas, feirantes, munícipes e empresas privadas. Com este novo passo, a BayQi amplia o seu raio de actuação, procurando capacitar quadros do Estado com competências práticas no uso de ferramentas digitais.
O programa “Inclusão é para Todos” está estruturado em dois módulos — teórico e prático — e contempla conteúdos como:
- Noções básicas sobre pagamentos digitais e inclusão financeira;
- Utilização prática da carteira digital BayQi e outras plataformas financeiras;
- Educação financeira para cidadãos bancarizados e não bancarizados;
- Boas práticas de segurança no ambiente digital.
Durante a formação, a directora-executiva da BayQi, Fátima Almeida, realçou a importância de envolver o sector público na transformação digital do país.
“Falar de inclusão financeira hoje é falar de soberania digital. Ao capacitar os quadros do Estado com ferramentas e conhecimento, estamos a garantir que a mudança comece dentro das próprias instituições que lideram o desenvolvimento nacional”, afirmou.
A cerimónia de encerramento foi marcada pela entrega do Selo +Inclusivo BayQi ao Secretário de Estado para as Telecomunicações, Miguel Buta, como reconhecimento pelo empenho do MINTTICS na promoção da inclusão digital no sector público.
Na ocasião, o governante destacou a relevância da formação como parte dos esforços do ministério para alavancar a inclusão financeira no país.
“O MINTTICS tem metas muito claras concernentes à inclusão financeira. Esta formação vem para corrigir várias debilidades entre os colaboradores no uso de contas electrónicas. É uma primeira acção de muitas que estamos a preparar, como o roaming nacional e a conectividade em zonas recônditas de Angola”, frisou.
A BayQi pretende estender o programa a outras instituições públicas e privadas, contribuindo activamente para o desenvolvimento socioeconómico e a promoção de uma cultura digital mais inclusiva em Angola.
