A recente escalada no preço do gasóleo em Angola tem gerado preocupações significativas entre os cidadãos e especialistas econômicos. Desde abril de 2024, o preço do gasóleo aumentou de 135 kwanzas para 400 kwanzas por litro, representando um acréscimo de aproximadamente 196% em pouco mais de um ano .
Este aumento afeta diretamente todos os setores da sociedade, desde trabalhadores comuns até profissionais das forças de segurança. Entretanto, parece que alguns membros do governo, especialmente certos deputados do MPLA, estão distantes da realidade enfrentada pela maioria dos angolanos, permanecendo em silêncio diante do sofrimento popular.
A dependência contínua de Angola em relação às importações, devido à fraca produção interna e à falta de políticas econômicas eficazes, torna o país vulnerável a choques externos. Quando as importações superam as exportações, os preços internos são influenciados pelos custos logísticos e cambiais, resultando em desequilíbrios na balança comercial e pressionando a inflação.
É imperativo que o governo estabeleça objetivos concretos para promover o crescimento econômico sustentável, criar empregos e estabilizar os preços. Isso requer planeamento estratégico, incentivos à produção nacional e políticas públicas que reforcem a confiança dos investidores e da população.
A economia angolana encontra-se estagnada, necessitando de uma gestão responsável que integre e impulsione os principais agregados econômicos: PIB, inflação, investimento, consumo, desemprego e políticas fiscais e monetárias coerentes.
Com a contínua subida dos preços, especialmente dos combustíveis, a economia tende a retrair ainda mais, agravando a qualidade de vida dos angolanos. É necessário coragem política e visão de futuro para reverter esse cenário.
Por José Juliano Sakalumbo, Gestor
