Liga da Mulher Angolana (LIMA), organização feminina da UNITA, quer consolidar-se como um espaço de formação política, diálogo e articulação de estratégias que promovam a participação activa das mulheres na luta pela alternância democrática do poder em Angola.
A intenção foi reafirmada no colóquio que encerrou, no último fim-de-semana, as jornadas comemorativas do aniversário da organização, realizadas na província do Huambo, sob o lema: “Mulheres Unidas para a Alternância do Poder”.
O evento serviu de plataforma para uma reflexão profunda sobre o papel das mulheres na vida política e social do país, tendo reunido militantes, simpatizantes e dirigentes da LIMA oriundas de diferentes províncias.
Durante os debates, foram analisados os desafios e oportunidades que se colocam à participação feminina na construção de um Estado democrático, com destaque para a importância do empoderamento político, da inclusão social e da formação de lideranças femininas.
No final do colóquio, as participantes deixaram um conjunto de recomendações, entre as quais se destaca o reforço da unidade na diversidade, apelando à promoção de acções concretas que valorizem a inclusão de mulheres de todas as **etnias, religiões, regiões, classes sociais e orientações políticas**.
As participantes defenderam também a necessidade de um diálogo permanente entre os diferentes movimentos e organizações femininas, como forma de construir consensos e ampliar as agendas comuns em torno da igualdade de género e justiça social.
A LIMA reafirma assim a sua aposta na mobilização das mulheres como agentes centrais de mudança e na construção de uma Angola mais inclusiva, democrática e participativa.
