Só venceremos nas urnas se tivermos coragem de travar a máfia eleitoral nas ruas

Com sinais claros de manipulação e irregularidades, o processo eleitoral angolano caminha para 2027 sob forte desconfiança. Mais do que aguardar para depois reclamar uma possível burla eleitoral, é imperioso que a sociedade civil se mobilize agora para travar qualquer tentativa de golpe contra a democracia.

A construção de um cenário desfavorável à transparência é visível:

  1. Não realização das autarquias;
  2. Distribuição desigual dos comissários na CNE;
  3. Recondução de Manico como presidente da CNE;
  4. Aprovação de um pacote eleitoral controverso;
  5. Propostas de mesas móveis e exclusão das actas-síntese.

Tudo isto configura um quadro preocupante, onde a legalidade das urnas poderá ser apenas simbólica, caso não haja resposta popular.

Como afirmou recentemente o deputado Nelito Ekuikui, “temos que mudar as regras do jogo”. Se os que gerem o processo recusam respeitar a vontade popular, resta ao soberano povo defender nas ruas aquilo que os gabinetes querem silenciar: a legitimidade do voto.

Queremos eleições. Mas queremos eleições justas, livres e transparentes — não uma encenação.

Por Ndinga de Deus

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