Sou adepto e simpatizante do Real Madrid e sempre defenderei as cores do clube que apoio, mas está cada vez mais difícil não se render ao maior talento do futebol mundial na actualidade.
Lamine Yamal, com apenas 17 anos, já demonstra há algum tempo que está num patamar acima – tanto mental quanto tecnicamente. Ele joga com uma maturidade que não se vê nem em muitos atletas mais experientes.

Psicologicamente, é frio, lúcido, toma decisões correctas sob pressão. Em termos de futebol, está a anos-luz da maioria dos jogadores da sua idade – e até de muitos mais velhos.
Dentro de campo, tem uma leitura de jogo impressionante, um pé esquerdo mágico que faz lembrar Messi, e uma entrega que remete a Cristiano Ronaldo — compete até o último minuto, joga com raça, intensidade e vontade de vencer. Ele desequilibra, decide, cria, finaliza, assiste e carrega a equipa nas costas quando necessário. E não custa lembrar: ainda tem apenas 17 anos.

Enquanto alguns jogadores brilham apenas por seus clubes ou em determinadas competições, Lamine Yamal é regular, constante, brilhante. Não sente o peso da camisola, seja no Barcelona ou na selecção espanhola. E o mais impressionante: ainda nem completou 18 anos.
Sem tirar o mérito de craques como Salah, Mbappé, Dembélé, Raphinha e outros que vêm fazendo grandes temporadas com números assombrosos e sendo decisivos para suas equipas, a verdade é que nenhum deles, hoje, joga o que Yamal está a jogar. O garoto é diferente, um fenômeno e caso de estudo.

Estamos a assistir ao nascimento de uma lenda. Entreguem a Bola de Ouro ao Lamine Yamal — o “miúdo maravilha” é, neste momento, o melhor jogador do mundo.
