Bloco Democrático repudia detenções arbitrárias e repressão no Sambizanga

O Bloco Democrático manifestou, através de um comunicado, o seu mais veemente repúdio às detenções arbitrárias e aos actos de repressão levados a cabo pela Polícia Nacional, no passado sábado, 26 de abril, no município do Sambizanga.

Segundo o partido, mais de 45 estudantes, incluindo o presidente do Movimento dos Estudantes de Angola (MEA), Francisco Teixeira, e outros membros da direcção, foram detidos de forma injustificada enquanto tentavam exercer o seu legítimo direito de manifestação pacífica. Os estudantes protestavam por melhorias nas condições das escolas públicas, muitas das quais se encontram em estado de degradação, sem carteiras e com infraestruturas inadequadas.

O Bloco Democrático expressou ainda a sua preocupação com o facto de cidadãos que apenas transitavam nas proximidades do local da manifestação também terem sido detidos de forma arbitrária, o que configura uma grave violação dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República de Angola.

Além disso, o partido repudiou energicamente a detenção de jornalistas que cobriam a manifestação, nomeadamente Hermenegildo Caculo (Jornal *Folha 8* e TV 8), Jubileu Panda (TV Maiombe) e Borralho Ndomba (DW África). O Bloco Democrático considera que as detenções foram uma tentativa clara de intimidar e silenciar a liberdade de imprensa, que é um pilar essencial da democracia. Os jornalistas relataram ainda ameaças e a apreensão forçada de seus telemóveis, o que agrava a gravidade desta violação.

No comunicado, o Bloco Democrático reafirma que a luta da juventude angolana por um sistema educativo digno e de qualidade é legítima e necessária. A resposta das autoridades, com repressão e violência, é vista como um claro desrespeito pelas justas aspirações do povo angolano e pelos direitos civis e políticos.

O Bloco Democrático expressou ainda solidariedade para com todos os estudantes, jornalistas e cidadãos afectados pelas detenções, exigindo a responsabilização dos agentes envolvidos nas detenções ilegais e actos de intimidação. Além disso, o partido pediu a garantia do pleno respeito pelos direitos de manifestação, reunião e liberdade de imprensa em Angola, bem como o compromisso urgente do Governo com a melhoria efectiva das condições das escolas públicas, por meio de um diálogo aberto com a juventude estudantil.

Por fim, o Bloco Democrático reiterou o seu compromisso inabalável com a defesa dos direitos humanos, das liberdades democráticas e com a construção de um país mais justo, livre e digno para todos os angolanos.

 

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