Paulo Lukamba “Gato” defende reconhecimento dos co-signatários do Acordo de Alvor

O general angolano Paulo Lukamba “Gato”, antigo secretário-geral da UNITA, defendeu a necessidade de reconhecer todos os protagonistas do processo que levou à independência de Angola, destacando em especial os co-signatários do Acordo de Alvor.

Em nota de clarificação divulgada nesta quinta-feira, Lukamba Gato lembrou que foi condecorado, em 2005, com a Medalha da Paz e da Concórdia de 1.º Grau, num contexto específico da reconciliação nacional. No entanto, ressaltou que muitos outros angolanos também contribuíram para a paz e deveriam ser igualmente reconhecidos.

“É urgente identificá-los para que se faça justiça nessa matéria”, sublinhou.

O general esclareceu ainda que aderiu à UNITA em 1974, pelo que não pode ser associado a homenagens ligadas à independência de Angola, ressaltando que esse mérito cabe à geração de nacionalistas que lutou diretamente pela libertação do país.

No contexto das celebrações dos 50 anos da independência, Lukamba criticou a exclusão dos co-signatários do Acordo de Alvor da principal Lista de Honra, considerando que essas figuras merecem destaque máximo.

“O Acordo do Alvor foi o único quadro jurídico-legal subscrito pelos três Movimentos de Libertação e pela parte portuguesa que poderia ter conduzido o nosso país à independência de forma pacífica e ordeira”, enfatizou.

O Acordo de Alvor, assinado em janeiro de 1975 entre o MPLA, UNITA, FNLA e Portugal, estabeleceu as bases para a transição do país para a independência, proclamada a 11 de novembro do mesmo ano.

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