O poeta Zola Ramos e a poetisa Angelina dos Santos defenderam, ontem, em Luanda, uma maior valorização dos criadores e o fomento de programas culturais mais atractivos para a celebração do Dia Mundial da Poesia, que se assinala hoje.
Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, o poeta Zola Ramos disse que a efeméride serve para incentivar a promoção das artes. Acrescentou que a arte poética precisa de maior visibilidade, porque perde a concorrência com as outras disciplinas artísticas.
O poeta explicou que só será possível fazer arte se existirem mais fazedores, mas para que isso aconteça é necessário um maior consumo do produto interno, porque o artista não existe sem público. Para a celebração da efeméride, referiu, deviam realizar-se encontros nacionais com poetas e poetisas, no sentido de trocarem experiências.
“Este encontro nacional serviria para os poetas conceituados e emergentes mostrarem a sua arte, o trabalho que produzem, proporcionando um momento único para o público”, disse.
Por sua vez, a poetisa Angélina dos Santos ressaltou que a efeméride permite celebrar a poesia, enquanto manifestação artística e cultural universal. “Há necessidade das pessoas saberem mais sobre esta arte, porque está presente nas nossas vidas e em tudo o que fazemos”, destacou.
Na sua visão, a poesia é uma manifestação, uma forma de expressão, um grito de liberdade. Quanto à valorização dos poetas, é de opinião que não existe ainda a valorização necessária, porque não há abertura do mercado.
O Dia Mundial da Poesia comemora-se no mundo inteiro a 21 de Março, data implementada na 30ª Conferência Geral da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 1999. In JA
