Isabel dos Santos veio a público desmentir as informações falsas que circulam nas redes sociais sobre a criação da operadora de telecomunicações Unitel. Em um comunicado, a empresária fez questão de esclarecer os factos relativos à fundação da empresa, aos seus primeiros acionistas e ao processo que levou à sua nacionalização.
Segundo Isabel dos Santos, a Unitel foi constituída em 1997, com a primeira sede localizada em Luanda, Angola. A criação da marca e do nome foi da sua autoria, sendo pagos a uma empresa britânica especializada em marketing. A empresa foi oficialmente fundada a 30 de Dezembro de 1998 e iniciou as suas operações no mercado de telecomunicações móveis em Abril de 2001.
A empresária esclareceu que a Unitel foi fundada por dois acionistas: a sua empresa Vidatel Ltd e a Geni, S.A., de Leopoldino Fragoso do Nascimento. Juntos, adquiriram a licença de telecomunicações móveis, a qual foi totalmente paga por eles, sem qualquer tipo de financiamento por parte do Estado angolano. A licença foi válida por 15 anos, tendo expirado em 2016, e em 2017 uma nova licença foi emitida e vendida à Unitel pelo Presidente João Lourenço.
A estrutura acionista da Unitel passou a incluir, em 2001, a Portugal Telecom e a MS-Telecom Mercury, ficando dividida da seguinte forma: Vidatel Ltd, Geni, S.A., a Sonangol, através da MSTELECOM, e a Portugal Telecom.
Isabel dos Santos sublinhou que, até 2020, a Unitel foi uma empresa totalmente privada, sem envolvimento do governo angolano. Nesse ano, a Sonangol adquiriu os 25% de participação que pertenciam à PT Ventures, no valor aproximado de mil milhões de euros. Apenas em 2022, o Presidente João Lourenço determinou a nacionalização das participações privadas da Unitel, incluindo as de Vidatel Ltd e Geni, tornando a empresa pública.
A empresária concluiu que este desmentido é necessário para restaurar a verdade e evitar que mentiras repetidas se tornem “verdades fabricadas”.
