Presidente da Libéria, Joseph Boakai, suspende Ministros da Educação e da Saúde e mais de 450 funcionários por não declararem bens

O Presidente da Libéria, Joseph Boakai, suspendeu mais de 450 funcionários que não declararam os seus bens dentro do prazo, numa medida que faz parte da sua campanha contra a corrupção no país da África Ocidental.  

As suspensões terão duração de um mês ou até que os funcionários apresentem a declaração de bens à agência anticorrupção. A Libéria foi palco de manifestações antigovernamentais em Dezembro, incluindo o incêndio do edifício do parlamento na capital, Monróvia.

Boakai foi eleito em Novembro de 2023 com a promessa de combater a corrupção no país, que tem cerca de cinco milhões de habitantes. No ano passado, a Libéria ocupou a 135.ª posição entre 180 países no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.

“A Comissão Anticorrupção da Libéria forneceu uma lista de funcionários incumpridores, e aqueles que constam na lista estão agora suspensos por um mês sem salário ou até que apresentem as declarações exigidas”, anunciou o Presidente num comunicado na Quarta-feira.

A lei liberiana exige que todos os funcionários públicos declarem os seus bens ao assumir e ao deixar o cargo. Entre os 457 funcionários suspensos estão os ministros da Educação e da Saúde, além do ministro responsável pelo orçamento.

Em Julho passado, Boakai anunciou uma redução de 40% no próprio salário, como forma de demonstrar “governação responsável” e solidariedade com os liberianos.

O governo do seu antecessor, George Weah, enfrentou acusações de corrupção e gastos excessivos num dos países mais pobres do mundo, o que gerou protestos em massa.

Após o anúncio das suspensões, alguns dos funcionários afectados compareceram na Quarta-feira às instalações da comissão para declarar os seus bens e regularizar a situação.

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