O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA reuniu-se na sua XIV Sessão Extraordinária, em Luanda, para analisar os recentes desenvolvimentos políticos no país e no exterior. Sob a liderança do presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, a formação política emitiu um comunicado denunciando o que classifica como tentativas de manipulação da opinião pública e intimidação de opositores.
A UNITA repudiou os esforços que, segundo o partido, visam mergulhar Angola na instabilidade e condenou o que descreveu como “fabricação de golpes de Estado” por parte do regime. Alega que as recentes encenações veiculadas pelos meios de comunicação social estatais violam princípios democráticos, como a presunção de inocência e o direito ao contraditório.
O partido também relembrou eventos históricos marcantes que, segundo sua visão, ilustram padrões de repressão e instrumentalização do poder. Entre os episódios citados estão o 27 de Maio de 1977, os massacres de 1992 e 1993, e a repressão contra o movimento 15+2 em 2015. A UNITA sugere que tais acontecimentos refletem uma estratégia recorrente do governo para consolidar o poder.
Além disso, o partido saudou a actuação da sociedade civil, das igrejas e de outras instituições na defesa da pluralidade e condenou o que classificou como censura na imprensa estatal. A UNITA exigiu que as opiniões das lideranças da oposição sejam devidamente veiculadas nos meios de comunicação públicos.
Em relação ao contexto internacional, a UNITA apelou às Nações Unidas, à União Africana e à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos para que se empenhem na promoção da paz e na resolução dos conflitos crónicos que afectam a região.
Por fim, a formação política alertou o Executivo angolano sobre qualquer eventual envio de tropas das Forças Armadas Angolanas (FAA) à República Democrática do Congo, sublinhando que tal acção deve obedecer estritamente à Constituição do país.
