Na província de Inhambane, os trabalhadores do Instituto Nacional do Governo Electrónico (INAGE) enfrentam há quase 20 anos uma realidade laboral marcada pela precariedade. Entre os principais problemas destacam-se 13 meses de salários em atraso, a ausência de enquadramento no quadro do Estado e a exclusão de direitos essenciais, como a contribuição para a Segurança Social.
A situação afecta funcionários com décadas de serviço, incluindo pioneiros na disseminação e uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no país e, em particular, em Inhambane. A crise intensificou-se com o acumular de salários em atraso e a falta de contribuições para a Segurança Social, deixando os trabalhadores em situação de grande vulnerabilidade.
Este cenário remonta a 2002, com a criação da Unidade Técnica de Implementação da Política de Informática (UTICT), que mais tarde evoluiu para o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) e, em 2016, foi transformada no actual INAGE.
Apesar de desempenharem um papel fundamental na promoção das TIC, capacitando funcionários públicos e estudantes, os trabalhadores da delegação provincial de Inhambane continuam sem integração no quadro do Estado. Esta exclusão nega-lhes direitos laborais básicos, como a estabilidade no emprego e acesso à protecção social.
A precariedade enfrentada pelos trabalhadores do INAGE levanta preocupações sobre o compromisso das autoridades públicas com os direitos laborais e a valorização estratégica das TIC no desenvolvimento nacional.
**Integrity Magazine** continuará a acompanhar este caso, procurando esclarecimentos e respostas das entidades competentes.
