Os órgãos de defesa e segurança de Angola, em coordenação com os serviços secretos dos Estados Unidos da América, por meio de uma operação denominada” Rastejante”, informaram este sábado que detiveram, em Novembro, um grupo de alegados terroristas, acusado de querer explodir a Refinaria de Luanda, o Palácio Presidencial, a Assembleia Nacional, a Embaixada americana e o Hotel Intercontinental durante a permanência do agora ex-Presidente dos EUA, Joe Biden.
A rede, segundo o Serviço de Investigação Criminal (SIC), pretendia fazer também explodir a subestação eléctrica do Huambo, a sede do SIC e os reservatórios de combustível da Sonangol.
De acordo com o SIC, o grupo pretendia realizar esses ataques no primeiro momento da visita de Joe Biden a Angola, que estava previsto para o mês de Outubro.
Segundo o SIC, o grupo terrorista pretendia provocar o pânico do ponto de vista social e político em Angola, para dizer ao mundo que Angola é um país instável e inseguro que o Governo não é capaz de controlar.
Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC, assegurou que os elementos deste grupo foram monitorados e detidos, em Luanda e no Huambo.
O líder do grupo terrorista, segundo o SIC, é um cidadão nacional, também intitulado como presidente do movimento revolucionário “Furoa”, com ligação ao exterior do País.
Conforme o SIC, este cidadão juntou amigos e familiares no grupo, entre quais um oficial da Polícia Nacional, no Huambo.
Com o grupo, segundo o SIC, foram apreendidas 60 explosivos e produtos tóxicos e asfixiantes.
O grupo é composto por sete elementos, entre os quais um polícia e dois elementos do Centro de Desminagem do Huambo, diz o SIC.
Segundo as autoridades, o grupo tinha financiamento de pessoas no País e no estrangeiro, e preparava-se para treinar 13 cidadãos nacionais no exterior.
O financiamento era feito, segundo o SIC, através de duas contas bancárias de uma cidadã já falecida.
Manuel Halaiwa assegurou que o líder do grupo fez várias deslocações ao exterior do País e a províncias de Angola.
Segundo os órgãos de inteligência, o alegado grupo terrorista angolano tinha como inspiração alguns grupos africanos que realizaram golpes de Estado nos seus países.
O SIC afirma que o líder do grupo terá escrito aos responsáveis destes “grupos terroristas” africanos a solicitar apoio militar e que se terá deslocado ao Burkina Faso, onde “foi recebido pelo líder golpista” deste país africano.
O Novo Jornal apurou junto do SIC que há provas de cartas que este homem terá enviado para a Coreia do Norte, com pretensões de manter contacto com o Presidente Kim Jong-un, e para a Venezuala, embora não haja confirmação de obtenção de resposta.
Segundo o SIC, o líder deste alegado grupo terrorista terá também escrito ao responsável do grupo FLEC, em Cabinda, para obter apoio militar.
Manuel Halaiwa assegurou que as autoridades dos EUA tiveram toda a informação, mantiveram contacto com o dossier, e auxiliaram na tomada de medidas para “travar esta intenção de subverter a ordem e atacar os objectivos estratégicos”. In NJ
