Desinformação bate na Capoeira – Jorge Eurico

O director de Informação da estação de televisão portuguesa SIC, Ricardo Costa, mandou uma boca chata. Tão chata que deixou Adalberto Costa Júnior (ACJ) atarantado com um “bebê ao colo” e os angolanos com uma pulga atrás da orelha. Ricardo Costa regurgitou uma (in)verdade que era do (des)conhecimento de alguns angolanos: Que a UNITA negociou os resultados eleitorais de 2022 com o MPLA em troca da garantia de serem realizadas, a posteriori, eleições autárquicas. Ricardo Costa fez tal revelação recentemente no decurso de um comentário sobre a situação em Moçambique na estação de que é director de Informação.

O País quer, agora, saber como, quando e em que termos ACJ e a UNITA teriam negociado os resultados das eleições de 2022. Os militantes da UNITA querem tirar a limpo a (in)verdade. Querem que se investigue o caso com máximo rigor. O presidente da UNITA já reagiu. ACJ afirmou- num curto vídeo que rola nas Redes Sociais – que, depois de várias tentativas, chegou à fala com Ricardo Costa. Referiu que o director de Informação da SIC tentou desdizer-se ante às suas indagações. ACJ diz ter pedido ao jornalista que fizesse um desmentido. Ricardo Costa deu uma de ombros. Abandalhou ACJ. Deixou a UNITA numa saia justa. Uma coisa é certa: Está instalado o irritante entre a UNITA e o jornalista Ricardo Costa!

A SIC é a estação onde por norma a UNITA tem espaço e palco aberto. Os seus dirigentes preferem passar notícias em primeira mão para os jornalistas portugueses do que aos angolanos. Nunca li ou ouvi que a Aliança Democrática e o Partido Socialista tenham passado uma dica em primeira mão aos jornalistas da TPA ou da TV Zimbo.

Jamais li ou vi que as direcções do CHEGA ou do Bloco de Esquerda tenham implorado por um exclusivo ao Jornal de Angola. Nunca vi ou li que o LIVRE e a Coligação Democrática Unitária se tenham queixado dos problemas internos de Portugal em declarações à ANGOP. A desinformação bateu na capoeira. Que sirva de lição para a UNITA. Que aprenda que isso de ir à Comunicação Social portuguesa fazer “queixinhas”, pode ter efeitos contrários aos esperados. Tipo tiros que saem pela culatra!

Por Jorge Eurico

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