Zaire: Suspensão da Cabotagem no Soyo gera polémica e preocupação social

No dia 28 de Novembro, a Administração Municipal do Soyo suspendeu, sem aviso prévio, as actividades no terminal fluvial do Kimbumba, que é essencial para o transporte de mercadorias com destino a Cabinda. A decisão foi tomada sem a apresentação de documentos oficiais que justifiquem a medida, causando indignação entre os trabalhadores e utilizadores da cabotagem.

O terminal fluvial desempenha um papel vital na economia local, sustentando cerca de 50% da juventude do Soyo e de Cabinda, que dependem desta actividade para a sua subsistência. Neste momento, os representantes da cabotagem em Cabinda estão reunidos com a Governadora Provincial para apurar os motivos e a legitimidade da suspensão.

De acordo com informações obtidas pelo Hold On Angola, uma reunião anterior com o vice-administrador municipal do Soyo não esclareceu os motivos da suspensão. Durante o encontro, o responsável afirmou que a decisão foi resultado de “ordens superiores”. De forma irónica, sugeriu que recorressem a “kimbandeiros” para, por meios místicos, impedir o funcionamento dos navios da empresa SECIL. Segundo ele, a paralisação estaria relacionada à falta de retorno financeiro para a empresa, que, alegadamente, enfrenta dificuldades para atrair clientes.

A comunidade aguarda ansiosa pelo desfecho da audiência com a Governadora, enquanto a suspensão continua a afectar não só a economia local, mas também a confiança nos serviços públicos e na gestão administrativa da região.

Em actualização…

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