Contra a difamação: Um cidadão exige respeito à memória e à integridade – Moisés Tchacaia

Cidadão residente no Huambo, vi uma notícia no Club-K que me deixou triste. Tenho quase cinquenta anos de vivência nesta cidade do Huambo, onde vivi toda a minha vida no bairro popular. Sempre conheci a história da família Felo e fiquei alarmado ao ver que um assunto já resolvido há mais de uma década estava sendo trazido à tona novamente. Como morador de longa data, preocupa-me a onda de difamação que vem atingindo várias figuras de proa na região, e eu não posso me calar diante de informações que não condizem com a verdade.

Conheço bem a trajetória da família Felo e sei que o patriarca, o padre Felo, de feliz memória, sempre se destacou por sua integridade e pelo bem que fez à comunidade. Senti-me na obrigação de me manifestar em defesa dessa família, especialmente ao ver que um dos seus parentes está sendo injustamente atacado. Se o terreno está em nome da Firma Caunda e Filhos, limitada, cujos sócios são parentes do padre Felo, por que as mensagens são dirigidas a simplesmente duas pessoas desta família? Por serem funcionários da Delegação da Justiça? Pelo que se sabe, esses dois bons profissionais já labutam naquele setor há quase 20 anos e o terreno em causa nunca foi registrado em nome deles; é um patrimônio familiar que envolve muitas pessoas. Por que atacar pessoas visíveis socialmente? O que procuram?

Além disso, preocupa-me o impacto negativo que essas acusações têm sobre o atual delegado da Justiça no Huambo. É triste ver que, após tantos anos de trabalho, esse delegado, que trouxe melhorias significativas aos serviços notariais, conservatórias, serviços de identificação e tantos outros cuja responsabilidade é do setor, esteja sendo alvo de calúnias. A justiça já se pronunciou sobre a situação do dito terreno e os tribunais superiores, como o Tribunal Constitucional e o Tribunal Supremo, deliberaram em favor da família Felo. Pelo que apuramos, existem decisões (acórdãos) e são públicas. Portanto, é injusto que agora surjam ataques sem fundamento que visam denegrir a imagem de pessoas que apenas cumprem seu dever.

Tais calúnias estão ligadas ao senhor Katito, pessoa próxima da ex-governadora Lotti Nolica. Após perder a causa judicial, tem tentado reverter a situação com intrigas, calúnias e difamações, alegando falsificações.

Sendo assim, este senhor não respeita os tribunais deste país, dizendo que as decisões foram tomadas com base em documentos falsificados.

Em vez de aceitar a decisão judicial, ele optou por tentar manchar a reputação dos outros. A pergunta que não se cala é a seguinte: por que esse caso ressurge agora, depois de tanto tempo? O que mudou? É necessário respeitar as instituições e as decisões que foram tomadas.

Essas pessoas acobertam-se sempre por trás de panos escuros e mandam fazer publicações contra os outros e depois dizem ser cristãos. Querem sentar sempre nas cadeiras de proa nas igrejas que frequentam…

Eu apelo a todos os moradores do Huambo: não podemos permitir que injustiças prevaleçam. Precisamos defender a verdade, pois qualquer um de nós pode ser alvo de calúnias no futuro. O poder é temporário, mas a verdade e o respeito pelas pessoas e instituições devem prevalecer.

Faço um apelo ao Club-K, que tem um papel importante na informação da comunidade, para que se busque a verdade e se protejam as pessoas que trabalham para o bem da sociedade.

Por Moisés de Oliveira Tchacaia

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