A União Europeia (UE) condenou veementemente o assassinato de Elvino Dias, assessor jurídico do candidato presidencial Venâncio Mondlane, e de Paulo Guambe, mandatário do partido PODEMOS.
O organismo europeu afirma que, numa democracia, não há lugar para assassinatos motivados politicamente e aguarda reações do governo moçambicano. A UE apelou a uma investigação imediata, exaustiva e transparente que leve à justiça os responsáveis por este crime, exigindo também esclarecimentos sobre as circunstâncias em que os assassinatos ocorreram.
“A UE pede a máxima contenção de todos e o respeito pelas liberdades fundamentais e pelos direitos políticos”, declarou o Alto Representante da União Europeia, Josep Borrell. Ele sugeriu a implementação de fortes medidas de proteção para todos os candidatos neste período pós-eleitoral.
Este pedido surge num momento crítico para a segurança política em Moçambique, especialmente após os recentes eventos que têm levantado preocupações sobre a integridade do processo democrático no país.
