Apesar da incerteza que paira no ar sobre a nova província de Icolo e Bengo na forja até 2025 se deverá ou não ser um “nado-morto” na aproximação dos serviços às populações, há já movimentação de homens e máquinas. Há um notável “regresso dos que nunca foram”, a recuperação de infra-estruturas e terrenos até então “ao deus-dará”. O anúncio do novo ente do País é a mola impulsionadora. Uma vila sem condições para assumir estatuto de capital provincial.
Catete, sede do município de Icolo e Bengo, terra de António Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola, futura capital da nova província, resultante da Divisão Político-Administrativa de Luanda (Icolo e Bengo), foi o itinerário do NJ na terça-feira, 20.
A vila de Catete dista 60 quilómetros de Luanda, actual capital do País. Pela manhã, a equipa deste jornal partia para aquela região. Numa marcha prudente, com uma velocidade média, a viagem decorria na tranquilidade, o que permitia observar a paisagem, o belo das infra-estruturas à beira da estrada, as plantas, o rasto de algumas queimadas e o castanho do capim seco, próprio do período de cacimbo que acaba de terminar.
Quarenta e cinco minutos depois, chegávamos à pequena vila de Catete. À entrada, observam-se pequenos armazéns de venda de produtos, actividade com particular domínio de cidadãos oeste-africanos. Mais adiante, era possível visualizar o Mercado do Peixe, um dos principais cartões postais de visita – uma espécie de paragem obrigatória para viajantes, consumidores comuns e turistas. In NJ
