Dia Internacional do Assistente Social celebra-se em Março

O Dia Internacional do Assistente Social, que é o profissional de Serviço Social, celebra-se anualmente na terceira terça-feira do mês de Março. A efeméride remonta a 1983, quando representantes das Nações Unidas e da Federação Internacional dos Assistentes Sociais (FIAS), em Nova Iorque, liderados por Jack A. Kamaiko, propuseram um projecto para levar Assistentes Sociais à sede da ONU. Este foi o início de uma celebração anual designada “Dia do Trabalho Social nas Nações Unidas”.

Actualmente, o Dia Internacional do Assistente Social visa celebrar a bravura destes profissionais da linha da frente na promoção do bem-estar social, destacando as conquistas alcançadas, bem como aumentar a visibilidade da profissão na sociedade em que se inserem.

Com as desigualdades sociais cada vez mais acentuadas nas sociedades modernas, fruto do capitalismo selvagem, é cada vez mais requisitada a nossa actuação ao nível das famílias, grupos e comunidades. Sendo uma das poucas classes profissionais que lida directamente com a essência humana nas suas múltiplas complexidades, pugnamos sempre pela observância da Ética e Deontologia Profissional. Por esta razão, fica muitas vezes a percepção de que nada fazemos ou que não existimos. Mas existimos, e em grande número pelo mundo, embora em Angola estejamos ainda distribuídos de forma ínfima nos diversos sectores, desde órgãos administrativos do governo local, hospitais, escolas, comunidades e empresas produtivas.

O nosso cerne de intervenção são as relações humanas. Onde há pessoas, existem relações, e estas necessitam desenvolver-se com base em princípios e valores sociais universais e culturais locais, frequentemente factores de ruptura entre as pessoas. A nossa presença junto dos agrupamentos humanos visa salvaguardar a dignidade da pessoa humana, os seus direitos e deveres na convivência social.

Como tenho defendido, não há diferença entre um sacerdote e um assistente social no que se refere à confidencialidade, sendo por isso também conhecidos como “médicos da alma”, pois privilegiamos a escuta activa para compreender os nossos utentes. Mais do que uma profissão, ser Assistente Social é uma missão vocacional, porque deixamos marcas indeléveis nas vidas que tocamos.

Por Lopes Joaquim, Assistente Social

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