Os Cães Ladram e a Liberdade Passa – Jorge Eurico

O embaixador da Guiné-Bissau (des)acreditado em Cabo Verde, um tal de Ibraima Sanó, reagiu ao meu artigo publicado nesta quinta-feira, 25 de Julho, intitulado “DESINTEGRAÇÃO DE UM PRESIDENTE”.

Ibraima Sanó pede que o jornal se retrate e peça desculpas. Esta ainda não é a minha resposta formal, que devo publicar no jornal em resposta à sua reacção.
Todavia, (não) quero pedir as minhas hipócritas desculpas ao “moço-presidente” que nas últimas 24 horas mandou prender magistrados de uma corte superior e “inundou” as ruas de Bissau de militares.

O embaixador da Guiné-Bissau é um desavergonhado capanga de Umaro Embaló que deveria pensar duas vezes antes de sair em defesa de um “puto” que faz da Presidência da República uma coutada sua. Se Ibraima Sanó não sabe distinguir a Opinião da Liberdade de Imprensa, decerto que não sabe exactamente qual é o seu papel.

Quanto aos adjectivos por mim usados para descrever Umaro Embaló, reitero-os letra-por-letra. Que o “moço-presidente” da Guiné-Bissau é um equívoco político, repito a plenos pulmões.

Sobre os dinheiros de que se apropriou indevidamente, as minhas fontes são de uma seriedade à prova de bala. São mais sérias que Umaro Embaló, Ibraima Sanó e o resto da jericada.

Mais terá na resposta com conta e medida que darei na próxima quinta-feira. Até à resposta formal que será publicada na próxima edição do semanário “A Nação”, deixo um alerta ao delegado do “moço-presidente” na cidade da Praia: Os cães ladram e a Liberdade (de Imprensa) passa. E vai continuar a passar mesmo quando o actual presidente da Guiné-Bissau for corrido à pontapé pelo voto dos honrados e destemidos bissau-guineenses.

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