As Centrais Sindicais angolana, através do seu porta-voz Teixeira Cândido, criticaram a atitude dos agentes da Polícia Nacional que retiveram trabalhadores nas cidades do Bengo e do Huambo. Esta acção é vista como uma violação do direito constitucional à greve, levando os sindicatos a anunciarem a intenção de iniciar acções judiciais contra os responsáveis, tanto os agentes policiais quanto os gestores das unidades hospitalares envolvidas.
De acordo com as centrais sindicais, tais acções constituem uma violação clara da lei da greve, conforme estipulado nos artigos 25 e 26. Perante estes acontecimentos, os sindicatos angolanos alertaram para a possibilidade de desencadeamento de manifestações públicas em nível nacional, caso não haja uma resposta adequada por parte das autoridades competentes. Além disso, denunciaram a pressão exercida pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos sobre os delegados provinciais da Justiça, através de orientações superiores distribuídas via WhatsApp.
A adesão à greve, no seu primeiro dia, foi massiva, atingindo cerca de 95% dos trabalhadores a nível nacional, disse Teixeira Cândido, porta-voz das Centrais Sindicais angolana.
A Mnistra da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Teresa Dias Rodrigues, reiterou o compromisso do Governo angolano com o diálogo.
“Nós não podemos dar o que não temos”, afirmou a Ministra, sublinhando a necessidade de encontrar soluções realistas e pragmáticas dentro das possibilidades existentes.
A proposta dos sindicatos foi de um salário mínimo nacional de 245 mil kwanzas, cerca de 300 mil dólares, que o Executivo classifica de “sonhadora”.
As centrais sindicais, em negociações com o Governo, reduziram a proposta para 100 mil, cerca de 120 dólares, que também não foi aceite.
