O Bloco Democrático, num comunicado emitido pela sua Comissão Política, 18/03, manifestou a sua preocupação com a falta de renovação de mandatos na Ordem dos Médicos de Angola, uma das principais organizações profissionais do país. Segundo o partido, a constante deterioração do sector médico angolano tem preocupado a população.
O comunicado destaca que, apesar de várias manifestações e denúncias públicas desde 2020, feitas em reuniões dos órgãos estatutários da Ordem e com a participação significativa dos seus membros, não se observaram resultados visíveis na resolução das questões apresentadas. O Bloco Democrático atribui parte dessa inércia à influência do actual regime político sobre o sector judicial, o que estaria perpetuando a inoperância e a injustiça na Ordem.
Uma das principais preocupações do Bloco Democrático é o não cumprimento do prazo de seis meses para a convocação e realização de eleições nos órgãos nacionais da instituição, conforme estipulado nos estatutos da mesma. A ausência de preparativos para as eleições e a falta de pronunciamento dos órgãos diretivos da Ordem são apontadas como sinais alarmantes pela Comissão Política do partido.
Segundo o comunicado, a situação levanta dúvidas sobre a independência da Ordem dos Médicos de Angola e suscita preocupações sobre a possível tentativa de reprodução de uma cultura anteriormente imposta pelo partido político no poder. O Bloco Democrático também destaca a ausência de pronunciamentos das entidades da justiça para resolver as divergências graves dentro da classe médica.
O comunicado não deixa de mencionar a falta de manifestações públicas por parte do partido político dominante sobre o assunto, o que é visto como motivo adicional de preocupação.
O respeito pelos direitos de cidadania e pelos valores da profissão médica são enfatizados pelo Bloco Democrático, que diz não pretender partidarizar as instituições envolvidas. O partido enfatiza que sua posição é instar as instituições de direito a garantir o cumprimento dos deveres legais das organizações, especialmente aquelas que compartilham poderes do Estado, como as ordens profissionais.
