Durante uma sessão na Assembleia Nacional, o partido de oposição (UNITA) levantou questões sobre a falta de transparência e corrupção, denunciando actos que consideraram “inacreditáveis”.
O líder da UNITA, na comemoração dos 58 anos de existência do seu partido, em seu discurso, criticou o tratamento desigual recebido por seu partido em relação à transmissão de eventos políticos pela mídia pública, ressaltando que enquanto outras facções políticas desfrutavam de privilégios, eles eram sistematicamente negados.
A indignação cresceu à medida que detalhes sobre a falta de prestação de contas de várias instituições do país foram revelados. Segundo Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA, cerca de 120 dos 164 municípios não haviam apresentado os seus relatórios financeiros, juntamente com várias embaixadas e ministérios. A proposta da UNITA para devolver o documento e garantir transparência foi rejeitada, segundo eles, a conivência da maioria com a corrupção.
“A Assembleia Nacional não pode ser conivente com a corrupção e a falta de transparência”, diz o líder da UNITA.
Com a implementação das autarquias, tais comportamentos não serão mais tolerados. O líder da oposição angolana afirma que esse modelo possibilita uma governança mais próxima dos cidadãos, onde a prestação de contas é feita de maneira pessoal e directa. O político angolano ressalta que o país possui potencial para prosperar, mas para isso é necessário lutar pelos direitos, pela representatividade próxima e por uma mudança de regime.
A UNITA expressa preocupação quanto à representatividade do presidente da República em relação a todos os angolanos, além de apontar possíveis violações constitucionais por parte do MPLA. Concluiu
