O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe veio hoje a público desmentir informações postas a circular sobre a alegada destituição do seu líder, José Mateus Zecamutchima, classificando-as de “falsas, infundadas e sem qualquer respaldo estatutário”.
Num comunicado de imprensa, a direcção do Movimento esclarece que “em momento algum o Comité Central reuniu para deliberar sobre tal matéria”, reforçando que não existe qualquer decisão interna que afaste Zecamutchima da liderança.
A nota recorda que, nos dias 8 e 9 de Setembro, decorreu em Luanda a Iª Convenção Extraordinária da organização, sob o lema “Um chamado à Acção pela Autonomia da Nação Lunda Tchokwe”, com o objectivo de reestruturar o Movimento, fragilizado desde a prisão de Zecamutchima em 2021.
Segundo o documento, após a convenção foram introduzidas mudanças na estrutura central, incluindo a Secretaria-Geral, o que terá motivado um grupo de seis militantes descontentes a lançar informações sobre uma hipotética destituição do dirigente. O Movimento acusa esses elementos de serem “colaboradores do SINSE e militantes do MPLA em Cafunfo”, envolvidos em campanhas de difamação contra Zecamutchima, com alegações de corrupção e vínculos a partidos políticos, consideradas “caluniosas e fabricadas”.
A direcção denuncia ainda tentativas de manipular autoridades tradicionais da região da Lunda Tchokwe contra Zecamutchima, apontando “interesses étnicos e regionalistas” como pano de fundo das manobras.
No comunicado, o Movimento reafirma não se tratar de um partido político, mas sim de uma organização de luta pacífica pela autonomia da Lunda. Sublinha igualmente que a presença em actividades públicas de outros partidos, quando convidado, “não significa alinhamento político nem prática de corrupção”.
Por fim, a direcção anuncia a realização de uma conferência de imprensa nas próximas horas para “esclarecer equívocos” e reafirmar que Zecamutchima continua a ser o único líder legítimo e reconhecido do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe.
