Capitalismo à angolana sem capital – Jorge Eurico

José Massano é um dos ministros-estrela da companhia (leia-se Executivo) sob a batuta do maestro (entenda-se PR e TPE) João Lourenço. A coordenação Económica sob a sua (ir)responsabilidade anda descoordenada e a precisar de uma “Rosa dos Ventos” para encontrar a rota certa. Há dias José Massano botou faladura na Bloomberg. Revelou o seguinte: O Governo vai privatizar a UNITEL, o Banco de Fomento de Angola (BFA) e o Standard Bank Group.

Isabel dos Santos tinha acções na UNITEL e no BFA. O Governo serviu-se da Justiça para a roubar, perdão, retirar indevidamente as duas instituições à empresária. Nunca foi formalmente acusada. O processo nunca chegou a Tribunal. O Standard Bank Group chegou a Angola pela mão de Carlos São Vicente. O Executivo instrumentalizou a Justiça para arrebanhá-lo do empresário que se encontra a mofar na cadeia há alguns anos.

Ao ministro de Estado e da Coordenação Económica faltou admitir à Bloomberg que a Economia nacional nunca andou tão descoordenada como nos últimos oito anos. Que os empresários angolanos têm carregado uma cruz muito pesada. As suas costas estão doridas por isso. Já não aguentam mais.

A nacionalização das suas empresas tem-lhes deixado sem sono e depressivos. Vários postos de emprego têm sido encerrados. Resultado: Milhares de angolanos estão sem emprego e sem trabalho. Os empresários têm sido política e judicialmente acossados. Têm perdido para os empresários estrangeiros. É a xenofilia no seu melhor. A estratégia de destruição do tecido empresarial angolano está no seu ponto mais alto.

A norma adoptada pelo Executivo é inusual e utópica em qualquer latitude: A de manter uma Economia de Mercado sem capital e capitalistas. A coluna vertebral está quebrada. As políticas económicas vigentes têm prejudicado os empresários nacionais e favorecido os estrangeiros. Atenção, muita atenção! A UNITEL, o BFA e o Standard Bank Group ainda vão ser entregues de bandeja a empresários estrangeiros. Atentemos!

O emprego e o desenvolvimento social do País estão comprometidos. Condenados ao fracasso. O autoritarismo, a má gestão económica e a camuflada corrupção concorrem para tal. O excesso de regulação e burocracia entram na mesma equação. A exagerada tributação, a nacionalização de empresas privadas e a falta de incentivo ao empreendedorismo são factores que também concorrem para o fiasco económico de Angola.

Que tire o cavalinho da chuva quem desavisadamente acredita no prometido milagre económico para Angola. A calamidade económica que devastou a pequena burguesia que vinha sendo criada nas últimas duas décadas fala por si. O “pulmão” da economia angolana foi aniquilado. O sistema económico nacional está sem fôlego!

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