Bloco Democrático diz que Angola vive os piores momentos das últimas três décadas, acusando o MPLA de manter refém o País e asfixiar os cidadãos

Avatar By Redacao Jul 4, 2024
Bloco Democrático

O Bloco Democrático (BD) diz que Angola vive os “piores momentos” das últimas três décadas porque “o regime do MPLA continua a manter refém o País e os cidadãos, asfixiando o processo participativo dos soberanos em defesa dos seus interesses”.

“O País continua não dando sinais de progresso social, razão pela qual têm sido incapazes de construir um estado social, em que as pessoas possam sentir-se valorizadas”, lê-se numa declaração política divulgada esta quinta-feira, 04, por ocasião do 14º aniversário da organização que hoje se assinala.

“Diante destes factos que provam a incapacidade governativa do Presidente da República, João Lourenço, e do seu regime, o BD, exige e insta veementemente o Governo angolano e a sua maioria parlamentar à viabilização da realização das eleições autárquicas, lê-se na declaração,

“Dois anos após os resultados da fraude eleitoral de 2022, a Assembleia Nacional aprovou o Projecto da UNITA e do Governo sobre a Institucionalização das Autarquias Locais e a constituição de uma comissão eventual para a busca de consensos”, diz o BD na declaração, lamentando, que volvidos mês e meio, e num “claro desrespeito” ao soberano povo de Angola, notou-se que a maioria parlamentar “continua a colocar em perigo a democracia representativa e consensual sobre o processo autárquico2.

“O Governo do MPLA introduziu na estratégia da ditadura democrática, temas como a Divisão Política Administrativa do País, e de Luanda em particular, o confuso Programa Nacional de Desenvolvimento (PDN), incumpridor das promessas eleitorais, inviabilizando a construção de um País próspero e digno de se viver, violando o preceituado no artigo 52º da Constituição da República de Angola”, argumenta o BD na declaração.

De acordo com o documento, o Bloco Democrático declara e assume o seu compromisso de luta contínua pelos direitos fundamentais dos cidadãos, um acto de puro exercício cívico que se configura hoje e sempre num desafio inquestionável.

“O BD pretende ser um partido com espírito de abertura à sociedade e à difusão de ideias, não apenas dos seus militantes, mas de todas as personalidades da sociedade civil e dos activistas das suas organizações que procuram os caminhos de uma mudança não apenas do poder mas da política nacional a todos os níveis”, refere o documento.

“Neste percurso cheio de sacrifícios consentidos e por vontade expressa dos militantes e simpatizantes, o BD integra a Frente Patriótica Unida-FPU, demonstrando espírito de missão em benefício do povo angolano e não apenas o poder pelo poder”, acrescenta.

Para o BD, “os angolanos estão perante manobras dilatórias praticadas nos 49 anos de desgovernação, não levando Angola a sério”.

“Não se constrói a cidadania e a democracia andando na contramão dos valores sublimes da política, prática adoptada pelo Regime que tem como finalidade a manutenção do poder a todo custo”, termina a declaração.

O Bloco Democrático, fundado a 04 de Julho 2010, é um dos partidos integrantes da Frente Patriótica Unida (FPU), juntamente com a UNITA e o projeto político PRAJA-Servir Angola, de Abel Chivukuvuku. In NJ