Banco Sol: Mesmo de fora, ex- admistradores querem continuar a roubar

Avatar By Redacao Jun 24, 2024
Banco Sol sofre o maior roubo do século

O novo PCA do Banco Sol o Dr. André Lopes desabafou tão logo assumiu o cargo dizendo que “roubar não é assim”, no final do mandato da Comissão Executiva anterior liderada pelo PCE Paixão Franco aos 31 de Dezembro de 2023, com rácios e lucros deteriorados o Conselho de Administração cessante ainda deu-se ao luxo de comprar novas viaturas para todos os seus membros, cada uma no valor de USD 350 mil. Dois dias antes da eleição do actuais órgãos sociais e Conselho de Administração, já em Maio de 2024, a Comissão Executiva reuniu e decidiu atribuir bónus de desempenho a todos os membros do Conselho de Administração no valor de 120 milhões de kwanzas, mesmo sem a autorização prévia dos accionistas e da Assembleia Geral, o que torna assim os dois actos mencionados anteriormente como ilegais.

Estranhamente mesmo depois da tomada de posse do novo Conselho de Administração, existe uma vontade descabida da parte dos Administradores cessantes Paixão Franco, Gil Benchimol, Ana Kazumbula e dos Directores Paulo Paim da DTI, João Rómulo da área de compras para o pagamento de facturas anteriores por serviços nunca prestados ou se prestados já pagos mais de duas vezes em valores extremamente exorbitantes,

No caso da DTI existem contratos de consultoria com a empresa ASSECO estipulados em mais de 160 milhões de kwanzas mensais para o fecho diário da Banca, quando o trabalho era na realidade feito pelos técnicos internos da DTI, existe também um contrato com um consultor nome Alves Pulo que ganha 90 que recebe anualmente mais de 90 milhões de kwanzas sem trabalhar sequer, porque os técnicos da DTI é que fazem tudo, também mencionar o caso do Consultor estrangeiro Manuel Peixoto que ganha mais de 500 milhões de kwanzas anuais e a mais de três anos que nem sequer põe os pés em Angola, um outro assunto têm a haver com uma suposta dívida cobrada pelo Chefe de Departamento da DTI Bernardo Panzo, no valor de cerca de mais de 460 milhões de kwanzas pelo serviço de manutenção do Inline (gestão de filas) durante um ano apenas, serviço este nunca prestado porque estes dispositivos não precisam de intervenção profunda ou manutenção e substituição regular, a maior parte deles funcionam ou quando avariados nunca foram intervencionados de forma tempestiva ou substituidos.

Segundo também vários directores todas as outras facturas agora cobradas que ascendem a mais de 5 mil milhões de kwanzas, muitas delas que já haviam sido pagas inclusive uma ou duas vezes, pertecem a empresas detidas ou ligadas ao PCE Paixão Franco, Administradores Gil Benchimol e Ana Kazumbula, facto este que pode constituir um presente envenenado para a nova Administração do Banco Sol, o pior no meio disto tudo é que até mesmo Paixão Franco agora diz que tudo, inclusive os levantamentos mensais de mais de 350 milhões de kwanzas com destino incerto da Tesouraria Central vinham do Adm. Gil Benchimol e Ana Kazumbula alegando supostas “ordens superiores”. Aliás mesmo já tendo sidos eleitos os actuais orgãos sociais ainda assim realizaram exonerações e nomeações alegando a tais mesmas ordens superiores.

Recomenda-se uma auditoria extensiva e profunda a todas as áreas operacionais chave ou que reclamem pagamentos, principalmente as direcções que estavam sob tutela ou no pelouro do PCE, Admistradores Gil e Ana Kazumbula, no sentido de garantir se os serviços e produtos foram realmente efectuados ou fornecidos, realçar quemesmo os resultados de cerca de 12 mil milhões de kwanzas do exercício de 2023 devem ser bem auditados.

Por Alexandre Manuel Luís