Dirigente da UNITA em França resiste à ideia da 3ª via política em Angola e apela à união para salvar a Pátria

Avatar By Redacao Jun 20, 2024
Dirigente da UNITA em França resiste à ideia da 3ª via política em Angola e apela à união para salvar a pátria

O dirigente da UNITA em França, Ndinga de Deus, manifestou a sua oposição à criação de uma terceira via política em Angola, apelando à união nacional como forma de fortalecer o país. Ndinga de Deus sublinhou a necessidade de deixar de lado as divisões partidárias e pensar em Angola de forma patriótica, alertando que as intrigas e separações são estratégias utilizadas pelo regime para enfraquecer a luta pela alternância do poder político.

Num apelo ao Presidente João Lourenço, Ndinga de Deus pediu uma leitura atenta dos sinais dos tempos, afirmando que o MPLA atingiu um ponto de saturação e está em declínio. Ele destacou que a tentativa fracassada de um terceiro mandato é um indicador claro da perda de legitimidade para conduzir o processo de sucessão.

O dirigente enalteceu o papel da Frente Patriótica Unida (FPU), liderada pela UNITA e pelo seu presidente, Engº Adalberto Costa Júnior, reconhecendo o trabalho árduo realizado para preparar o futuro e o desenvolvimento de Angola. Também enfatizou que este esforço requer a máxima atenção e apoio da população, bem como um olhar atento da comunidade internacional.

No contexto do desafio pela alternância do poder, o político desencorajou a iniciativa de uma terceira via política, reforçando a importância da união em torno da FPU. “Não se troca a equipa que ganha,” afirmou, referindo que a FPU, representada estrategicamente pela UNITA, alcançou os objetivos para os quais foi criada, e que o povo angolano está consciente de quem realmente venceu as eleições gerais de 24 de agosto de 2022.

Ndinga de Deus defendeu que, durante o próximo quinquénio, o foco deve ser o fortalecimento desta plataforma política, necessitando de políticos sérios, uma sociedade civil organizada, uma imprensa livre e justa, e líderes religiosos incorruptíveis. Apelou a todos para reforçarem a FPU e reativarem as suas bases, de modo a contribuírem de forma significativa.

Reflectindo sobre a ideia de uma terceira via, recordou que a CASA-CE, inicialmente vista como uma alternativa, acabou por se desmoronar. Elogiou a postura de Manuel Fernandes, líder da coligação, por considerar uma possível colaboração com a UNITA.

Concluiu com um apelo à união, afirmando que todas as forças vivas da nação devem unir-se para alcançar a alternância do poder político, que há 52 anos está nas mãos de um único partido. Destacou que a missão da FPU é promover uma alternância pacífica e positiva do poder.

Por fim, Ndinga de Deus apelou aos partidos PRS, FNLA, CASA-CE e outras forças a unirem-se à FPU, desde que sejam patriotas, honestos e competentes. Exortou a sociedade civil a manter uma postura patriótica, incorruptível e organizada, despertando a consciência cívica como um dever imperativo.