O “Big Brother” de João Lourenço

Avatar By holdonangola Jun 19, 2024
O “Big Brother” de João Lourenço

Angola atravessa um momento crítico, onde a linha tênue entre segurança nacional e abuso de poder se dissolve cada vez mais. João Lourenço, através do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), ordenou a compra de aplicativos informáticos com o propósito explícito de espionar as comunicações dos dirigentes da UNITA, especialmente seu presidente, Adalberto Costa Júnior.

A decisão de João Lourenço não é apenas uma afronta às liberdades civis, mas um sintoma claro do desespero de um líder que vê seu apoio popular desmoronar. O uso do SINSE para perseguir opositores políticos é uma traição à missão desta instituição, que deveria salvaguardar a segurança da nação, e não proteger os interesses de um partido que já perdeu a legitimidade política.

As últimas eleições foram um claro indicador da rejeição de João Lourenço pelos angolanos. Em um episódio emblemático, Lourenço perdeu até na própria assembleia onde votou, uma demonstração inequívoca de que ele é super rejeitado. Este fato é um reflexo do cansaço e da frustração de um povo que anseia por mudanças genuínas e uma liderança que realmente represente seus interesses.

O resultado eleitoral foi contestado por muitos como fruto de fraude e manipulação. João Lourenço continua no poder, não pela vontade do povo, mas pela força e pelo controle autoritário das instituições. O uso de tecnologias de espionagem contra opositores é apenas mais um capítulo sombrio nessa história de opressão.

Este abuso de poder levanta questões sobre o futuro da democracia em Angola. Quando a segurança nacional é usada como pretexto para silenciar vozes dissidentes, todos perdem. As instituições do Estado, corrompidas por interesses partidários, deixam de servir ao bem comum e passam a ser ferramentas de controle e repressão.

A comunidade internacional, que observa de perto os desenvolvimentos em Angola, deve se posicionar firmemente contra tais abusos. A democracia e as liberdades individuais são valores universais que não podem ser comprometidos por ambições pessoais.

Adalberto Costa Júnior e a UNITA representam a esperança de muitos angolanos por um futuro melhor. Espioná-los não só viola seus direitos, mas também a confiança que os cidadãos depositam nas instituições do Estado. É hora de João Lourenço e seu governo reconhecerem que a verdadeira segurança nacional está na defesa da democracia e dos direitos humanos, e não na perpetuação do poder através da força e do medo.

Os angolanos merecem mais do que um governo que espia e oprime. Eles merecem líderes que os ouçam e os representem, que trabalhem por um futuro onde a liberdade e a justiça prevaleçam sobre a tirania e a corrupção. Até lá, continuarão a resistir, na esperança de que um dia, suas vozes sejam ouvidas e respeitadas.

Por Hitler Samussuku