C.A.A.D exige fim de “maus-tratos” por empresários chineses em Angola

Avatar By Redacao Jun 18, 2024
C.A.A.D exige fim de "maus-tratos" por empresários chineses em Angola

As Comunidades Angolanas em Angola e na Diáspora (C.A.A.D) enviaram uma carta ao Presidente da China, Xi Jinping, denunciando uma série de abusos perpetrados por empresários chineses contra trabalhadores angolanos. Num comunicado público, as comunidades manifestaram profunda indignação perante os relatos de tratamento degradante e condições desumanas enfrentadas pelos seus compatriotas, soube Hold On Angola.

Segundo o documento, os trabalhadores angolanos têm sido vítimas de uma série de abusos que incluem agressões físicas, retenção em condições precárias, trabalho sem descanso adequado e até casos extremos de mutilação e morte. As Comunidades Angolanas destacaram a complacência das autoridades locais perante estas violações, apontando para um padrão de impunidade que favorece os empresários chineses.

As relações entre Angola e China, historicamente marcadas por cooperação económica e cultural, encontram-se agora sob tensão devido às crescentes alegações de exploração e abuso por parte de empresários chineses em território angolano. A carta enviada ao Presidente Xi Jinping visa não apenas chamar a atenção para os abusos, mas também exigir medidas imediatas para garantir o respeito pelos direitos humanos e trabalhistas dos angolanos.

Os signatários da carta sublinharam que as suas exigências são fundamentais para preservar a dignidade dos trabalhadores angolanos e manter relações harmoniosas entre os dois países. Além disso, alertaram para possíveis ações de retaliação caso as suas preocupações não sejam devidamente atendidas.

A comunidade internacional também foi instada a apoiar esta causa, com ênfase na necessidade de justiça e respeito pelos direitos fundamentais em todas as circunstâncias. As Comunidades Angolanas aguardam agora uma resposta oficial das autoridades chinesas, esperando que sejam tomadas medidas concretas para corrigir as injustiças relatadas e promover um ambiente de trabalho seguro e digno para todos os trabalhadores em Angola.

Os relatos de abusos incluem condições de trabalho desumanas, como jornadas excessivas sem descanso adequado, alimentação inadequada e casos de trabalhadores mantidos em condições de semi-escravidão. Além disso, há denúncias preocupantes de agressões físicas e psicológicas, evidenciando um claro desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos trabalhadores angolanos.

A carta enviada ao Presidente chinês foi uma ação coordenada pelas Comunidades Angolanas em Angola e na Diáspora, que se uniram em solidariedade para combater a injustiça e garantir que os seus compatriotas sejam tratados com dignidade e respeito. O documento ressalta a importância de um diálogo aberto e construtivo entre as partes envolvidas, visando resolver estas questões de forma diplomática e eficaz.

As Comunidades Angolanas enfatizaram também a contribuição positiva que a presença chinesa pode trazer para o desenvolvimento económico de Angola, desde que seja acompanhada de práticas justas e respeitosas com todos os trabalhadores. A necessidade de fiscalização rigorosa por parte das autoridades angolanas e de responsabilização dos empresários infratores foi enfatizada como crucial para garantir um ambiente de trabalho seguro e justo para todos.

Diante das preocupações levantadas, as Comunidades Angolanas manifestaram a esperança de que o Presidente Xi Jinping leve a sério as suas demandas e tome medidas concretas para resolver os problemas relatados. Espera-se que a carta resulte num compromisso mútuo de promover relações justas e equitativas entre Angola e China, respeitando os direitos humanos e trabalhistas como princípios fundamentais dessa cooperação.

O apelo das Comunidades Angolanas não se limita apenas às autoridades chinesas, mas também busca sensibilizar a comunidade internacional sobre a gravidade dos abusos e a importância de uma resposta coordenada para proteger os direitos dos trabalhadores angolanos. A solidariedade e a mobilização da sociedade civil são fundamentais para garantir que tais práticas não sejam toleradas em nenhum lugar do mundo, promovendo um ambiente de trabalho digno e justo para todos.

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