Adalberto Costa Júnior contra-ataca CIVICOP

Avatar By Redacao Mai 27, 2024

Hoje é mais um daqueles dias que nos leva a lembrar e honrar a memória de um dos episódios mais trágicos da nossa história recente: os massacre do 27 de Maio de 1977. Este dia representa um marco doloroso na trajetória da nossa nação, um dia que culminou na perda de milhares de vidas angolanas e deixou cicatrizes profundas na nossa sociedade.

Naquele fatídico 27 de Maio, Angola foi palco de uma violenta repressão em resposta a um levantamento interno dentro do MPLA. O levantamento , liderado por Nito Alves e outros dissidentes, foi brutalmente esmagado pelo seus colegas do MPLA com o apoio das tropas Cubanas. O que se seguiu foi uma onda de violência e repressão que resultou na morte de milhares de angolanos, muitos dos quais eram inocentes. Alguns foram presos e mortos por razões políticas, outros porque tinham um bem, uma propriedade, uma mulher bonita, uma desavença… Foi uma terrível “caça às bruxas”.

Hoje, rendemos a nossa mais profunda homenagem às vítimas desse trágico evento. Homens, mulheres e jovens perderam as suas vidas de maneira cruel e injusta. As suas memórias permanecem vivas em nossos corações, e suas histórias continuam a ecoar como um lembrete sombrio das consequências da intolerância e do autoritarismo.
Durante anos a televisão repetiu o filme do laboratório e as salas de cinema iniciava com a apresentação do mesmo documentário do laboratório, para lavagem dos cérebros.
Ao lembrarmos o 27 de Maio de 1977, somos chamados a refletir sobre os erros do passado e a importância de aprender com eles. Devemos reconhecer que a busca pelo poder e o medo da dissidência não podem justificar a violência e a repressão. A verdadeira força de uma nação está em sua capacidade de abraçar a diversidade de pensamentos e de proteger os direitos de todos os seus cidadãos.

Este dia de lembrança é também um chamado à acção. Devemos renovar o nosso compromisso com a Paz, a Justiça e a Democracia. Devemos trabalhar incansavelmente para construir uma Angola onde todos os cidadãos possam viver em segurança e dignidade, livres do medo da repressão e da violência.

A tragédia do 27 de Maio deve servir como um lembrete poderoso da necessidade de unidade e reconciliação. Só através do reconhecimento dos nossos erros e do perdão mútuo, genuínos, podemos avançar como Nação. Devemos criar um ambiente onde o diálogo e a compreensão prevaleçam sobre o conflito e a divisão.

Hoje, ao lembrarmos aqueles que perderam as suas vidas em 27 de Maio de 1977, reafirmamos o nosso compromisso de nunca esquecer a sua dor e sofrimento e em sua memória possamos trabalhar juntos, construir um futuro onde a liberdade, a dignidade e os direitos humanos sejam a base sólida sobre a qual nossa Nação seja erguida.