Penetração do Mobile Money em Angola em níveis baixos – Afrimoney

Avatar By Redacao Mai 24, 2024
Penetração do Mobile Money em Angola em níveis baixos – Afrimoney

Presidente do conselho executivo do Unitel Money, Gulamo Nabi, diz que têm vindo a tentar fazer um diagnóstico sobre as dificuldades e oportunidades deste segmento.

A penetração do Mobile Money em Angola ainda está em “níveis baixos”, devido à falta de literacia financeira que impossibilita a sua aceleração, segundo considera a presidente do conselho executivo da Afrimoney, entidade financeira da Africell, Katia Conceição.

“Existe uma barreia de literacia e educação que faz com que essa adopção demorada”, apontou a responsável, durante o painel “O Mobile Money como Caminho para a Promoção da Inclusão Financeira”, na 1ª edição do CEO Fórum Angola 2024, que decorreu esta Quinta-feira na capital angolana, Luanda.

Katia Conceição diz mesmo que existe um trabalho que a Africell e todas outras instituições terão de fazer para garantir com que as pessoas tenham conhecimento que há formas alternativas de pagamentos e que, através de um telemóvel, é possível ter acesso ao crédito, microcrédito, poupança, entre outros serviços.

Por sua vez, o presidente do conselho executivo do Unitel Money, Gulamo Nabi, diz que têm vindo a tentar fazer um diagnóstico sobre as dificuldades e oportunidades deste segmento.

“Estamos a abraçar potenciais soluções para cada problema que estamos a identificar, e esperamos que essas iniciativas sejam visíveis comercialmente muito em breve. Aliás, o regulador e os investidores do nosso produto estão ansiosos para ver os resultados palpáveis”, referiu.

Entretanto, a vice-presidente da Associação Angolana de Tecnologia de Informação de Angola, Elizeth Macanga, considera a transformação digital e a literacia digital permitem ajudar os serviços mobiles para que possam ser migrados e tangíveis nas comunidades.

“É preciso uma campanha massiva a nível do país. Os serviços da Unitel, Africell e BayQi devem trabalhar de forma sincronizada. O país deve apostar na comunicação para que todos os serviços possam transitar de uma forma segura”, disse.

Já a CEO da TheBridgeGlobal, Leonor Sá Machado, afirmou que Angola já deveria ter um programa de literacia financeira há 10 anos.

“Desde 2014 ou 2015, eu falei com o Banco Nacional de Angola (BNA) e apresentei um programa de literacia para o país. Na altura, houve muitas conversações, mas não se fez nada. Há pequenas iniciativas levadas a cabo pelos bancos, inclusive pelo próprio BNA, mas não são nacionais e não são efectivas. Eu ainda não vi nenhum projecto de literacia financeira que tenha impactado, de facto, a população e que tenha a dimensão que a população precisa”, lamentou.