Teresa Moreira alerta que a situação do esposo Tanaice Neutro vai de mal a pior

Avatar By Redacao Abr 13, 2024

Teresa Moreira, esposa do activista Gilson da Silva Moreira, também conhecido como “Tanaice Neutro”, em greve de fome teme a morte do marido nas próximas horas, devido o agravamento do seu estado de saúde, que segundo disse, piorou com os dias da greve de fome que leva a cabo.

Segundo a mulher que deu à luz há poucos dias, a situação não está controlada e continua preocupante, uma vez que, disse Teresa Moreira, as autoridades angolanas nada fazem para inverter o quadro.

“Tanaice Neutro” começou com a greve de fome no dia 27 de Fevereiro deste ano, e passados 13 dias, o seu corpo debilitado piorou, por isso os serviços carcerários da cadeia de Kakila, onde se encontrava transportaram-no com urgência ao Hospital da Unidade de Reacção Rápida (URP), onde foi recebeu a primeira intervenção medica e medicamentosa, antes de ser transferido para à Penitenciária de Calomboloca.

“A situação é muito preocupante e não sei se o Tanaice vai aguentar sobre viver mais essa semana”, alertou a esposa com uma voz tremula em declarações a O Decreto, acrescentando que “até agora não está a se fazer nada”.

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Teresa Moreira afirma que o activista continua a greve de fome em protesto contra aquilo a que entende ser violação dos seus direitos, pelo que exige a apreciação do recurso interposto pelos seus advogados de defesa.

“O seu estado de saúde agravou-se, tanto é que ligaram para nós fossemos à cadeia no Calomboloca porque na sexta-feira deu uma crise”, contou a esposa que lamentou que “Tanaice Neutro não consegue se colocar em pé”.

“Ele determinou que enquanto não resolverem a situação do processo não vai desistir da greve de fome, e nós estamos preocupados porque posso perder o marido”, voltou a alertar.

Recorde-se que o activista “Tanaice Neutro” e outros três seus companheiros foram detidos depois de uma manifestação de apoio aos mototaxistas em Luanda, em Setembro do ano passado (2023).

Os réus foram condenados nesse mesmo mês a dois anos e cinco meses de prisão por ultraje e injúrias ao Presidente da República, João Lourenço. O Decreto