Quatro Oficias da Polícia detidos por suposta extorsão e burla a um cidadão chinês na Huíla

Avatar By Redacao Mar 5, 2024
Quatro Oficias da Polícia detidos por suposta extorsão e burla a um cidadão chinês na Huíla

Um grupo composto por quatro oficiais afectos ao Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) do Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla foi detido, no último fim-de- semana, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), por alegado envolvimento no crime de extorsão e burla em que foi vítima um cidadão de nacionalidade chinesa

Os oficiais cometeram, presumivelmente, o crime quando participavam numa missão que visava a fiscalização do processo de venda e compra de divisas no mercado informal em que estava envolvido um cidadão chinês, na qualidade de compra- dor, que pretendia adquirir dólares norte-americanos, segundo apurou o jornal OPAÍS.

A fonte, ligada ao Serviço de Investigação Criminal na Província da Huíla, explicou que o cliente que se predispunha a pagar 80 mil kwanzas por cada no- ta de USD 100 , estas estavam na posse de um suposto general localizado algures na cidade do Lubango. Porém, o negócio, cujo valor total não foi precisado, viria a ser feito por um “homem de campo” deste suposto general.

Para a aquisição das referidas divisas, o cidadão de nacionalidade chinesa tinha em sua posse cerca de 32 milhões de kwanzas que seriam aplicados na compra das divisas. Contactado pelo jornal OPAÍS, o delegado Provincial do Ministério do Interior (MININT) na Huíla, comissário Divaldo Martins, confirmou a detenção dos quatro oficiais do DIIP afectos ao Comando da Polícia Nacional na Huíla.

O oficial comissário revelou, em exclusivo a este jornal, que o cidadão chinês apercebeu-se que as divisas que estava prestes a comprar eram falsas, o que abalou o negócio e provocou a sua detenção, como proprietário da moeda estrangeira. “Podemos confirmar que foram sim detidos quatro oficiais afectos ao Departamento de Investigação de Ilícitos Penais da província da Huíla, sobre eles pesa a acusação de estarem envolvidos num processo de burla relacionado com venda de divisas que até ao momento se consideram falsa,”, frisou.

Contou que o cidadão chinês, após um contacto com um cidadão nacional, deslocou-se à província da Huíla com o objectivo de adquirir dólares e ao aperceber-se que tais notas eram falsas, tentou desfazer-se do negócio. No entanto, os cidadãos que pretendiam vender os dólares contactaram os efectivos da Polícia Nacional que ao chegaram ao local terão recebido uma informação contrária, isto é, de que o cidadão chinês é que estava a vender dólares falsos. OPAÍS