Construindo a ditadura – Coque Mukuta

Avatar By Redacao Mar 1, 2024
Construindo a ditadura – Coque Mukuta

O desenho à medida da liberdade. “O arguido é acusado de ultraje ao Estado, seus símbolos e órgãos, incitação pública ao crime, difamação, injúria e calúnia”. É assim que somos apresentados todos os dias nos canais de comunicação social instrumentalizados por uma minoria.

Não se pode compreender – como um povo de bravura que com catana retirou dos 1.246.700 Km2, o colonizador, aceite que um grupo de cerca de seis pessoas invertam os valores da civilização.

Adão Francisco Correia de Almeida (Putativo Presidente da República), Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa (Pequeno Kopelipa), Fernando Garcia Miala (Má Mimi), Eugénio César Laborinho (Menino de 22 anos), João Manuel Gonçalves Lourenço (NC-Novo Colonizador) e José Ferreira Tavares (Amigo do Chefe), pervertam as nossas vidas e a dos nossos filhos.

É assim que chegamos lá. A caminho do nosso próprio mal-estar.

Construindo a nossa própria ditadura. Com a ajuda do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, Angola, vive um verdadeiro clima ditatorial.

É sim uma proposta do chefe de Estado, mas apoiada pelo povo em geral. É o povo que aceita ser submetido a esta vingança humana.

Não se pode compreender como um povo de bravura que, com a catana, retirou o colonizador, admite que um pequeno grupo de nativos invertam os valores da humanidade, da civilização e dos bons costumes.

“Quem tentar, vai apanhar”. Uma frase bastante conhecida do tempo de José Eduardo Santos. Dino Matross a disse para frear a onda de manifestantes em 2011 à 2017.

Hoje ninguém diz publicamente, mas o clima é de completa ditadura. “Está dito e pronto”. Este é o lema da actual “Gang Estatal”.

Eu não tenho dúvidas de que João Lourenço é um presidente insuportável, mas isso não pode ser dito, uma vez que podes ser detido ou até mesmo morto, mais preso do que morto.

“Não somos um país livre”. Não é necessário utilizar parâmetros internacionais para chegar a essa conclusão. Somos perseguidos e dezenas senão centenas de angolanos abandonam o país por não poderem exprimir as suas opiniões.

Quem permanecer no território angolano devem ser “yes-men”. Caso contrário são colocados na lista negra e presos.

Estamos num verdadeiro martírio, como disse, por culpa do povo, que entrega ao governo o seu futuro, coloca a quem nunca lhe quer bem, a esperança de um futuro melhor. Não posso acreditar num futuro melhor com este país e estes governantes.

Não vou me despedir, sem antes explicar o conceito de ditadura…

A ditadura é um regime político autoritário em que o poder está concentrado nas mãos de uma única pessoa ou de um grupo restrito, sem a participação popular efectiva. No contexto histórico, a ditadura pode ser caracterizada por suprimir as liberdades civis, restringir os direitos individuais e políticos, e silenciar a oposição de maneira muitas vezes violenta. Alguns dos impactos negativos da ditadura incluem a censura, a perseguição política, a tortura e o desaparecimento de opositores.

Para compreender melhor os efeitos desse regime autoritário, é importante analisar de forma crítica os acontecimentos que ocorreram durante o período ditatorial. Alguns pontos relevantes para considerar são:

Restrição da liberdade de expressão: Durante a ditadura, é comum a censura de meios de comunicação, livros, filmes e qualquer forma de expressão que fosse considerada contrária ao regime vigente.

Perseguição política: Muitas pessoas são perseguidas, presas e até mesmo executadas por se oporem ao governo ditatorial. A repressão política é uma realidade constante para aqueles que defendem ideais democráticos.

Impacto na sociedade: A ditadura deixa marcas profundas na sociedade, causando divisões e traumas que perduram para o futuro. A falta de justiça para os crimes cometidos durante esse período é importante considerar.

Outrossim, a luta pela democracia e pelos direitos humanos deve ser uma constante, para que possamos construir um mundo mais justo e igualitário para todos.