Fogo do inferno às portas de Angola com acesso livre às armas! – Jorge Eurico

Avatar By Redacao Fev 17, 2024
Jorge Eurico

Algo não vai bem no Ministério do Interior. Só o Titular do Poder Executivo (TPE) anda alheado disso. É que o referido departamento ministerial tem contribuído – clara, consciente e dolosamente – para insegurança e intranquilidade públicas nacionais. Por isso urge substituir músculos por ciência, folclore por responsabilidade e sentido de Estado naquele departamento ministerial.

Ao viabilizar a facilidade de “qualquer um” ter acesso a armas de fogo – conforme notícia veiculada pelo matutino “O País” -, o Executivo pretende promover a espiral de violência num País onde a intolerância política (e não só) é o “pão-nosso-de -cada-dia”.

O licenciamento para porte e uso de arma de fogo pelo Comando-Geral da Polícia Nacional (órgão tutelado pelo Ministério do Interior) tem, para mim, os seguintes objectivos: 1) criar condições para sedimentação de um Estado paralelo; 2) viabilizar o crime organizado (que já é um facto insofismável em Angola) e facilitar a vida aos seus agentes; 3) aumentar a espiral de violência nas principais urbes do País.

A ser verdade, a insólita iniciativa de colocar instrumentos de violência como armas de fogo nas mãos de quem não tem emprego e muito menos o que comer, seria, sem dúvidas, o mesmo que preparar o cidadão para que este, um dia, afrontasse o Executivo de armas na mão. Não tardaria o povo e os órgãos de defesa e segurança andariam aos tiros devido à precária situação social e económica que o País atravessa. Estaríamos diante de um Estado sem autoridade.

O acesso livre e universal às armas seria (digo eu) uma forma de fazer chegar o fogo do inferno às portas do País, de incendiar a pradaria da insustentável crise social e económica que os cidadãos enfrentam nos últimos anos.

Onde estão, afinal de contas, os”estrategas” do TPE que ainda não o alertaram que armar a população de um País como o nosso é o mesmo que contribuir para sabotar a paz social e promover o sentido de insegurança nacional? Onde estão os tribunos ao Parlamento que não se dignam dizer “nem ai, nem ui” diante desta notícia?

Ora, nem tudo que vem do Hemisfério Norte é para ser imitado. Pois não!