“Foi e é grave erro confundir o princípio com a corrupção generalizada” – António Venâncio

Avatar By Redacao Fev 14, 2024
António VenâncioKizua João do MPLAAntónio Venâncio

Compreendo a rapidez com que ainda se combate o princípio universal da acumulação primitiva de capital e o enriquecimento das empresas que constituiriam o arranque económico rumo à formação da classe empresarial genuinamente angolana.

Foi e é grave erro confundir o princípio com a corrupção generalizada.

Entendo.

Não foi nada feliz a “selecção” pois o nepotismo, o compadrio e a confiança politica trairam a benfazeja intencão.

Compreendo a incapacidade de aparar arestas para retirar o indevido e realizar a justiça em busca do mérito de cada um sem discriminação racial ou de pertença partidária.

A violência verbal e as ameaças generalizadas que retiraram o ímpeto empresarial dos angolanos incluindo a atabalhoada passagem de titularidades num carnaval que envolve entidades e instituições oficiais tem causado um enorme desânimo e resfriamento da nossa economia de tal maneira que agora o único sector empresarial que prospera é estrangeiro ficando os angolanos a ver navios.

Edifícios e emoresas que passaram para a alçada do Estado foram distribuídas entre pares ou encerradas, perderam clientes ou entraram em falência.

O medo tomou conta dos nossos melhores empresários e a luta contra a corrupção reduziu-se a prisões.

Não ha combate preventivo. Só prisões e injustiças.

Os angolanos perguntam onde estão as riquezas recuperadas.

A ONU ja pede a libertação de detidos e as primeiras figuras julgadas e condenadas recebem suas definitivas solturas indo em liberdade gozar de suas riquezas.

O país precisa de empresários nacionais “mwangolés”. Grandes, médias e pequenas empresas virtuosas.

Não amarrem novamente as mãos dos empreendedores angolanos, como aconteceu nos anos passados da geração da utopia comunista, para privilegiar amigos e compadres.

Deixemos que os angolanos prosperem na sua própria terra!

As famílias angolanas pedem por socorro.

Que a riqueza nacional seja correctamente distribuída e os angolanos avantajados.

Kizua João do MPLA