Juíza Filomena Luvumbo pronta para devolver apartamento da cidadela

Avatar By Redacao Fev 7, 2024
Juíza Filomena LuvumboJuíza Filomena Luvumbo

Numa reviravolta recente, a Juíza Filomena António Zenga Luvumbo expressou a sua prontidão para desocupar a residência oficial que o Presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, ordenou-lhe para desocupar depois de a ter compulsivamente afastado do cargo de e de a mandar para a reforma compulsiva.

Numa carta sincera dirigida as autoridades judiciais, a Juíza Zenga Luvumbo esclareceu a sua posição em relação a alegações recentes publicadas no portal Club-k. Ela negou veementemente qualquer envolvimento no envio de uma carta ao Presidente denunciando perseguição, afirmando que não foi vítima de tais ações.

A Juíza expressou choque com as acusações contra ela e assegurou ao Presidente Joel Leonardo sua inocência no vazamento de informações depois de o lider do Supremo a ter recebido recentemente em audiência permitindo -lhe discutir o assunto mais a fundo. Tendo em conta que as duas partes estão em reconciliação, a Juíza suspeita que seu nome possa ter sido usado por detratores, possivelmente numa tentativa de manchar tanto sua reputação quanto a do Presidente Leonardo.

Além disso, a Juíza Zenga Luvumbo informou ao Presidente Leonardo que está em processo de mudança para uma nova residência no bairro Nova Vida, após receber a carta de Joel Leonardo sobre a devolução da atual residência oficial no edifício da cidadela. Ela agradeceu ao Presidente Leonardo por conceder-lhe tempo para organizar a transição.

A Juíza Zenga Luvumbo reitera a sua inocência em relação às notícias divulgadas e assegura ao Presidente Leonardo o seu compromisso de devolver a residência oficial prontamente após concluir o processo de mudança.

De 44 anos de idade, a juíza de direito Filomena Paulo A. Zenga Luvumbo foi reformada compulsivamente pelo Presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, após acusações de manipulação das contas do Tribunal de Comarca da Caala, na província do Huambo, onde estava alocada. Ela enfrentou um processo disciplinar devido a denúncias durante seu tempo na Caala, resultando em sua expulsão da magistratura.

Filomena, que tem formação em direito, foi funcionária pública anteriormente e teve passagem pela delegação do SINSE em Luanda antes de ingressar na magistratura.

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