João Manuel Gonçalves Lourenço feat José Eduardo dos Santos – Poeta Ukuanana

Avatar By Redacao Jan 24, 2024
João Manuel Gonçalves Lourenço feat José Eduardo dos SantosJoão Manuel Gonçalves Lourenço feat José Eduardo dos SantosJoão Manuel Gonçalves Lourenço feat José Eduardo dos Santos

Na trama ardente da política angolana, José Eduardo dos Santos dançou ao som de uma sinfonia intrincada, onde os camaradas eram como sombras dançantes, orquestradas por João Manuel Gonçalves Lourenço. Agora, Lourenço, o regente ambicioso, prepara-se para conduzir uma ópera de retribuição, prometendo devolver a melodia dissonante que ecoou no passado.

Seu épico embate contra a corrupção emerge como um espetáculo de fogos de artifício, onde as faíscas da transparência tentam iluminar o céu noturno da governança. No entanto, há quem assista a esse espetáculo como se fosse um conto de fadas em que os feitiços anticorrupção podem se revelar tão efêmeros quanto o brilho fugaz de uma estrela cadente.

No grande palco da política, a narrativa desenrola-se como um roteiro cinematográfico, onde Santos e Lourenço desempenham papéis principais em um drama que lembra Shakespeare: “Tudo não passa de um palco, e todos os homens e mulheres são apenas atores.”

As escolhas de Lourenço, qual acrobacias ousadas em um circo político, mantêm a plateia intrigada, enquanto ele tenta equilibrar-se na corda bamba entre a aprovação e a queda. O MPLA, como um público faminto por enredos envolventes, assiste ao espetáculo, dividido entre aplausos e suspiros de descrença.

Os olhos críticos da sociedade, como lentes analíticas, desvendam cada cena dessa tragicomédia, questionando se Lourenço é o diretor visionário ou se estamos apenas testemunhando um melodrama político desprovido de profundidade.

Assim, nesse grande palco de retórica e jogos de poder, onde as palavras são atores que desempenham papéis complexos e as ações são cenas meticulosamente encenadas, a dança entre Santos e Lourenço prossegue, como um balé tenso, onde as ironias e as metáforas dançam em harmonia, deixando a audiência ponderando se este é um épico digno de uma tragédia grega ou uma farsa cuidadosamente elaborada.

in crônicas solta.