Morte do inspector-chefe Francisco Colombo provoca detenções de seis efectivos da DIIP

Avatar By Redacao Jan 1, 2024
Morte do inspector-chefe Francisco Colombo provoca detençõesMorte do inspector-chefe Francisco Colombo provoca detençõesMorte do inspector-chefe Francisco Colombo provoca detenções

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), na província de Benguela, deteve ontem, domingo, 31 de Dezembro de 2023, um grupo composto por seis efectivos da Polícia Nacional, colocados no Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) pela morte – no terreno – do inspector chefe Francisco Mango Colombo, ocorrido no passado dia 30 do mês em referência, no bairro Bela Vista, município de Benguela.

Segundo os dados em posse do Imparcial Press, o crime de homicídio qualificado foi praticado intencionalmente por um efectivo da polícia, o 3° subchefe Gabriel Emílio Mussili, durante uma operação policial chefiada pelo malogrado Francisco Colombo.

De acordo com as informações, das diligências realizadas pelo SIC, “após as indagações feitas aos efectivos que com o malogrado estavam a realizar um enfrentamento operativo, provou-se que o autor do crime é o 3° subchefe Gabriel Emílio Mussili.”

Conforme as explicações, o facto aconteceu quando o inspector chefe Francisco Mango Colombo chefiava uma equipa de serviço numa acção operativa, composta por seis efectivos, todos afectos ao DIIP, todos armados de pistola de marca “Jericho”, no desdobramento das forças.

O malogrado ficou sozinho num local que consideraram de Posto Comando, em plena via pública, onde todos estavam as motos de serviço e no terreno, na perseguição de um dos procurados, que seguia na área onde havia ficado o malogrado, o 3° subchefe Gabriel Mussili ao efectuar um disparo contra o meliante, a bala se desviou e atingiu o inspector-chefe Francisco Colombo.

Após o incidente, os colegas cancelaram a operação e tentaram prestar os primeiros socorros, levando-o para o hospital mais próximo, mas não aguentou e acabou por sucumbir.

Para tentar escapar do crime, o 3° subchefe Gabriel Mussili fez mais dois disparos a fim de desviar a atenção na recolha de provas e livrar-se da culpa. Só que as provas colhidas das testemunhas no terreno e da autópsia, revelaram que o projéctil [a bala] que a havia alojado no corpo da vítima era da pistola, de marca Jericho, do seu colega.

Não restando mais dúvidas sobre o caso, o SIC deteve todos efectivos que estavam na operação – nomeadamente: o 2° subchefe Valdemiro Estevão Pinto, o 3° sub-chefe António Chicambi Lando Manuel, o agente de 1ª classe Ildefonso Martinho Cardoso, o agente de 2ª classe Félix Tchiassoca Ukwahamba e o agente de 2ª classe Mário Enoque Chimandongo – por tentarem encobrir o crime cometido pelo 3° subchefe Gabriel Mussili.

“Foram todos detidos, pois sabiam o autor do crime, mas tentaram escamotear a verdade que depois saiu à superfície”, enfatizou a fonte do Imparcial Press, acrescentando que “foram, igualmente, apreendidas sete armas de fogo de tipo pistolas de marca Jericho, orgânicas da Polícia Nacional que estavam em posse dos detidos e do malogrado para serem submetidas à perícia balística”. Imparcial Press