General Furtado admite haver “muita indisciplina” na Polícia Nacional

Avatar By Redacao Nov 28, 2023
General Furtado admite haver "muita indisciplina" na Polícia NacionalGeneral FurtadoGeneral Furtado admite haver "muita indisciplina" na Polícia Nacional

O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, admitiu haver actos de indisciplina no seio dos efectivos da Polícia Nacional, visto que no acto de recrutamento o processo foram mal seleccionados.

“Temos de admitir que a natureza de recrutamento destes efectivos, no passado, não foi bem adequado”, disse Francisco Furtado, quando respondia aos deputados à Assembleia Nacional, que estão discutir OGE 2024 na especialidade.

Segundo o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, o ingresso dos efectivos para a Polícia Nacional devem privilegiar efectivos das Forças Armadas Angolanas licenciados à reforma.

O próprio ministro do Interior, Eugénio Laborinho, também reconheceu existir indisciplina na Polícia, frisando que, neste momento, estão em formação oito mil efectivos provenientes da FAA, para reforçar a Polícia Nacional.

“Estes efectivos, depois da sua formação, serão enviados nos postos ao longo da fronteira”, assegurou o ministro do Interior.

Os deputados à Assembleia Nacional aguardam do Ministério do Interior a conclusão de um inquérito para o apuramento de supostas irregularidades na inserção de nomes nas folhas de salário dos elementos afectos à Polícia de Segurança Pessoal e de Entidades Protocolares (UPP/UGH) destacados no Parlamento.

Nos últimos dias tem circulado, sobretudo nas redes sociais, uma denúncia pública anónima sobre a existência de tais irregularidades.

“Estas irregularidades devem ser esclarecidas urgentemente, porque mancham a imagem da corporação”, segundo o Grupo Parlamentar da UNITA.

Refira-se que a Assembleia Nacional de Angola anunciou recentemente que o Ministério do Interior abriu um inquérito para apurar alegadas irregularidades envolvendo pagamentos salariais fantasma a elementos ligados à segurança pessoal e entidades protocolares.

Em comunicado, o Parlamento angolano afirma ter tomado conhecimento de uma denúncia sobre a introdução nas folhas de salários da Unidade de Protecção Parlamentar e Unidade de Guarda de Honra (UPP/UGH) de nomes de pessoas que não lhes pertencem, e que encaminhou o caso para os órgãos competentes.

Segundo uma denúncia anónima que circula nas redes sociais, mais de 300 pessoas que não pertencem a estas estruturas recebem mensalmente salários e subsídios da Assembleia Nacional.

Embora estas duas estruturas sejam um órgão externo à Assembleia Nacional, “perante a gravidade da situação descrita na denúncia, com contornos criminais”, o caso foi apresentado à Casa Militar do Presidente da República e ao gabinete do Ministro do Interior “para o apuramento dos factos e tratamento legal”, segundo o comunicado. NJ