EUA fazem terceiro ataque contra locais ligados ao Irã na Síria

Avatar By Redacao Nov 13, 2023

Os Estados Unidos bombardearam neste domingo (12) duas instalações ligadas ao Irã na Síria em resposta a ataques contra pessoal americano na região, conforme informado pelo secretário de Defesa, Lloyd Austin.

“As forças militares dos Estados Unidos realizaram ataques de precisão hoje contra instalações no leste da Síria usadas pelo Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã e grupos afiliados ao Irã, em resposta aos contínuos ataques contra o pessoal americano no Iraque e na Síria“, declarou Austin em um comunicado.

É a terceira vez em menos de três semanas que o Exército americano ataca locais na Síria que considera ligados ao Irã, que apoia vários grupos armados aos quais Washington atribui um aumento nas agressões contra suas forças no Oriente Médio.

Os ataques foram realizados contra um centro de treinamento e uma instalação próxima às cidades de Albu Kamal e Mayadeen, respectivamente”, acrescentou.

Na quarta-feira, os Estados Unidos atacaram um depósito de armas na Síria vinculado a Teerã, e em 26 de outubro também atacaram duas instalações no país que, segundo disseram, eram usadas pelo Irã e organizações afiliadas.

Washington afirma que a série de operações é uma resposta aos repetidos ataques contra as forças americanas no Iraque e na Síria – mais de 45 desde 17 de outubro – que feriram dezenas de membros do pessoal americano.

O aumento dos ataques contra as tropas americanas nas últimas semanas está relacionado à guerra entre Israel e o Hamas, que começou quando o grupo islamista palestino realizou uma incursão a partir da Faixa de Gaza em 7 de outubro, matando, segundo as autoridades israelenses, cerca de 1.200 pessoas.

O Exército israelense respondeu com um ataque aéreo, terrestre e naval implacável contra Gaza, causando, segundo o Ministério da Saúde do território, a morte de mais de 11.100 pessoas, o que gerou críticas a Washington por parte de grupos apoiados pelo Irã.

Há cerca de 2.500 soldados americanos no Iraque e cerca de 900 na Síria como parte dos esforços para evitar o ressurgimento do grupo Estado Islâmico. CartaCapital